Uma confusão na Unidade de Pronto Atendimento (Upa) de Serra-sede, na Serra, foi parar na delegacia no final da tarde da última quarta (23). A acompanhante de uma paciente quebrou uma porta e uma lixeira do local, reclamando da demora no atendimento, e o marido dela, um policial militar, chegou a discutir com o médico.
O quebra-quebra aconteceu depois que um casal foi levar uma mulher, de 30 anos, para ser atendida na Upa, por conta de um mal súbito. A paciente é irmã da acompanhante, de 28 anos.
Chegando ao local, de acordo com o subsecretário de Saúde da Serra, Aldo Lugão, a paciente foi classificada com a cor “laranja”, que permite espera de até 10 minutos para o atendimento. A irmã dela teria arrumado uma confusão na recepção, quebrando uma porta e uma lixeira.
À polícia, ela negou ter quebrado tudo e disse que sentiu que os funcionários trataram a irmã dela, que estava doente, com deboche. Depois de aguardar menos de 5 minutos, a paciente entrou na sala do médico, junto com o marido da irmã dela, um policial militar de 26 anos.
O médico que atendeu a paciente contou, em depoimento, que o policial começou a discutir com ele, e se recusou a sair da sala. O vigilante da unidade foi chamado, e, no momento em que pediu ao militar para sair, o policial teria colocado a mão na cintura e dito que estava armado.
“O médico chamou o segurança porque estava se sentindo inseguro. Nesse momento, o acompanhante levantou a blusa e mostrou a arma em um tom intimidatório. Isso criou um pânico nas pessoas que estavam perto”, relatou o subsecretário.
A paciente foi atendida e liberada depois de 20 minutos, mas a PM foi acionada e levou os envolvidos no caso para a 3ª Delegacia Regional da Serra.
Depois de prestarem depoimento, o delegado decidiu por autuar em flagrante a irmã da paciente por dano ao patrimônio público, sendo arbitrada fiança de 700 reais, que foi paga. Ela vai responder ao processo em liberdade.
Já o policial militar foi autuado por desobediência, já que se recusou a deixar o local, como solicitado pelo médico e pelo vigilante da Upa. Ele assinou um termo circunstanciado (TC), e foi liberado.
