A deputada estadual Isa Penna (PSOL) causou polêmica no plenário da Assembleia Legislativa de São Paulo ao declamar o poema “Sou puta, sou Mulher”, da poeta Helena Ferreira. Por conta da palavra “puta”, considerada pelos parlamentares como sendo de baixo calão, a deputada foi interrompida pela deputada Valéria Bolsonaro (PSL) e repreendida pelo presidente da casa, Cauê Macris (PSDB).
Diante da leitura do poema e da insistência da deputada em ler o texto, o deputado Douglas Garcia (PSL) chegou a ameaçar pedir a sua cassação.
A confusão se formou depois que a deputada fez um discurso contra o projeto do deputado Altair Moraes (Republicanos), que prevê o critério biológico como único princípio de seleção de jogadores em atividades esportivas. Com isto, a identidade social de transgêneros não seria respeitada.
Para a deputada do PSOL, a leitura do poema seria para “tocar o coração” dos colegas. “Sou puta. Quando uso a boca vermelha. Meu salto agulha. E meu vestido preto. Sou puta. Mordo no final do beijo. Não fico reprimindo desejo”, diz o texto do poema.

Penna insistiu na leitura e chegou a afirmar que “homens de bem são clientes de prostitutas de travesti”, até ser interrompida novamente pelo presidente da casa. Douglas Garcia, por sua vez, afirmou que a deputada do PSOL estava “envergonhando a Assembleia Legislativa”.
“Ela jogou nosso nome na lama. A gente sabe que as pessoas não têm confiança nos políticos. E aí, de repente, o pai de família, a mãe de família ligam a televisão e vêem um absurdo desses? Ela é problemática. Fas vídeos dançando de forma sensual no gabinete dela. Isso não deveria vir de um parlamentar”, afirmou.