Prédios do governo do Estado no centro de Vitória serão vendidos e podem se transformar em comércio, moradia e até órgãos públicos. O primeiro colocado à venda foi o Edifício Valia, que possui 10 andares e está desocupado. O valor inicial para lances é de R$ 930 mil, de acordo com o edital.
Localizado na rua Duque de Caxias, o prédio já foi utilizado pela Secretaria da Justiça e pela Polícia Civil, que desocupou as últimas salas usadas para guardar arquivos há cerca de três meses.
O objetivo do governo é dar uma destinação mais rápida ao imóvel, segundo a secretária de Estado de Gestão e Recursos Humanos, Lenise Loureiro. “É importante usar a celeridade da iniciativa privada, pois ela realiza projetos mais rápidos. O serviço público tem uma lentidão maior para o processo de contratação de obra”, ressaltou a secretária.
Ao todo, o governo está autorizado por lei a vender 27 bens, entre imóveis, terrenos e salas comerciais. Somente no centro da capital são dois prédios, dois terrenos e 27 salas.
“São imóveis de difícil recuperação rápida pelo governo. Identificamos que são bens interessantes para venda e que podem dinamizar a economia”, pontuou Lenise.
Vence o primeiro edital quem apresentar a melhor proposta, que será divulgada no dia 25 de novembro. Caso não haja interessado, o governo vai abrir um edital específico para garantir ao novo proprietário um contrato de aluguel. Neste caso, o imóvel seria reformado pelo comprador e alugado para receber órgãos públicos do governo do Estado por cinco anos.
Hoje, diversas secretarias funcionam em espaços alugados, muitas em áreas nobres da região metropolitana, como a Praia da Costa, em Vila Velha.
Revitalização
A opção em alugar um imóvel no Centro teria como benefício economizar e revitalizar a região, criando uma “Cidade Administrativa”.
Neste mesmo contexto, uma secretaria já está prestes a mudar de endereço. Será a Secretaria de Estado de Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano (Sedurb), que atualmente fica em um centro empresarial na Praia da Costa.
A partir de janeiro de 2020, o órgão com 96 servidores passa a funcionar oficialmente em dois andares do Edifício Ames, localizado na rua Alberto de Oliveira Santos.
Centro cultural no Majestic

As atividades serão oferecidas pela Associação Judaica Alef Bet, que foi habilitada pelo governo do Estado para assumir uma concessão pública. O contrato será assinado nos próximos dias, segundo a secretária de Estado de Gestão e Recursos Humanos, Lenise Loureiro.
O centro cultural vai contar com biblioteca, sala de vídeo, estúdio de música e auditórios para apresentações artísticas. Por lá, serão oferecidas aulas de música, balé e oficinas profissionalizantes. “Pretendemos realizar as atividades culturais que a associação já realiza, mas que não têm espaço físico”, explicou a gerente de projetos da associação, Vanessa de Abreu.
O Alef Bet busca parcerias com empresas para viabilizar o projeto e ainda não há prazos para o início das obras.
Sem receber nenhum tipo de atividade, o prédio chegou a ser ocupado por 15 famílias sem moradia em junho do ano passado. Na época, a Justiça determinou a desocupação, que acabou acontecendo de forma voluntária pelas famílias, sem necessidade de ação policial.
