
Segundo estudo publicado na revista Science Translational Medicine, os pesquisadores conseguiram eliminar a presença do SIV (imunodeficiência símia) nos primatas, uma versão do vírus HIV que só infecta estes animais.
O resultado do experimento com a vacina atenuada é a “chave” para o teste em humanos, destacou em nota a equipe responsável pela descoberta, que usou uma variação geneticamente modificada do vírus da herpes como vetor para a imunização dos animais.
A vacina é feita com uma forma comum do vírus da herpes, o citomegalovírus (CMV) modificado geneticamente para servir de vetor, empacotando o vírus enfraquecido da SIV. Os estudos registraram que 59% das cobaias foram imunizadas com sucesso pela vacina.
“Por meio deste método, fomos capazes de ensinar o corpo do macaco a preparar melhor suas defesas para combater a doença”, explicou no comunicado Louis Picker, um dos autores do estudo.
“Estamos esperançosos de que usar nosso vetor de CMV modificado com o HIV possa levar a um resultado similar em humanos.”
Estímulo
Em dezembro de 2018, pesquisadores da Califórnia já haviam apontado que macacos rhesus podem ser estimulados a produzir anticorpos neutralizantes contra uma cepa do HIV que se assemelha à forma viral resiliente e que mais comumente infecta pessoas, chamada de vírus Tier 2.
Chineses na corrida pelo fim da doença
Um grupo de cientistas chineses vai testar vacina “duradoura” contra o vírus da Aids, em 160 voluntários, na primeira vez que uma vacina deste gênero atinge a segunda fase de testes, segundo a imprensa local.
A vacina, designada DNA/rTV, consiste no replicar do DNA de uma parte do vírus, para estimular uma “imunização efetiva” contra a doença, explicou Shao Yiming, um dos pesquisadores do Centro Chinês para Controle e Prevenção de Doenças, citado pelo jornal oficial em língua inglesa China Daily.
Segundo o responsável pelos testes, trata-se da primeira vez que uma vacina para combater a Aids é experimentada em humanos.