Um auxiliar de serviços gerais, que não teve a idade divulgada pela polícia, foi preso no final da noite dessa sexta-feira (12), após ter confessado que abusou sexualmente da neta, de 12 anos. O caso aconteceu em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Estado.
O fato chegou ao conhecimento da polícia após a garota contar à coordenadora da escola onde estuda sobre os abusos cometidos pelo avô. O delegado Augusto Garcia, plantonista da 7ª Delegacia Regional de Cachoeiro de Itapemirim, informou que o Conselho Tutelar foi acionado e levou a vítima à delegacia.
Garcia informou que, ao ter ciência do caso, solicitou diligências para que o suspeito, que seria um idoso, fosse encontrado. Enquanto isso, o delegado direcionou a vítima a exames que comprovaram os abusos.
Segundo Garcia, o avô da menina foi encontrado em sua casa e levado à delegacia, onde confessou o crime. “Ele contou que os abusos aconteciam sempre na casa dele. A menina contou ao Conselho que ela sofria os abusos há dois anos, desde que ela tinha 10 anos, e que, nesse período, ela foi estuprada cinco vezes”.
O delegado também informou que, no momento em que os policiais foram até a casa do suspeito, a mãe da vítima e filha dele fugiu do local e ainda não compareceu à delegacia.
O idoso foi autuado por estupro de vulnerável com agravante de pena por ser parente da vítima. Se condenado, ele pode pegar até 22 anos de prisão. Ele foi encaminhado para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Cachoeiro de Itapemirim.
Mesmo atendendo vários casos parecidos na região, o delegado informou que se sentiu comovido com a situação. “É uma situação que acaba chocando, não só a mim, mas aos policiais que trabalham comigo também”.
Mudança de comportamento
Segundo a conselheira tutelar Isabel Cristina, que cuidou do caso junto com o conselheiro Romário Manzolli, os funcionários da escola suspeitaram da mudança no comportamento da menina e conversaram com a estudante, que acabou relatando o que ocorreu.
“Quando algo assim acontece, a criança ou adolescente fica diferente. Geralmente, eles ficam mais quietos, tristes, não se concentram na escola. Nesse caso, os funcionários do colégio perceberam que algo não estava normal e agiram”, ressaltou.
O Conselho Tutelar foi acionado no início da tarde dessa sexta. “Assim que recebemos a informação fomos à escola, pegamos a menina, fizemos boletim de ocorrência e a levamos para fazer os exames”, contou Isabel.
De acordo com a conselheira, a estudante é filha única e morava com a mãe na casa do avô, que sustentava a família. A garota foi levada para uma instituição de acolhimento.
O nome do acusado não está sendo divulgado para preservar a identidade da vítima.