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Economia

Máquina que permite reúso de 80% de água chega ao Estado

A capixaba TechHunters, em parceria com a WaterFarm, traz para o Espírito Santo a Elysium Série S7, máquina que utiliza tecnologia inovadora em ...

Corbélio Guaitolini, CEO da Tech Hunters

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 Corbélio Guaitolini, CEO da Tech Hunters (Foto: Antonio Moreira/AT)

A capixaba TechHunters, em parceria com a WaterFarm, traz para o Espírito Santo a Elysium Série S7, máquina que utiliza tecnologia inovadora em captação e transformação de água de esgoto em água de reúso.

A tecnologia começou a ser desenvolvida em 2014 pela curitibana Waterfarm, levando em consideração a crise hídríca pela qual passava a cidade de São Paulo naquele ano.

“Quando nos deparamos com a poluição nos rios de São Paulo, nos demos conta de que não falta água, o problema é que ela está completamente poluída. Começamos a pesquisar uma série de tecnologias para tentar encaminhar a ideia de transformar esgoto em água potável. Esse seria o maior objetivo da empresa”, conta Magnus Arantes, um dos diretores da WaterFarm.

“Montamos a solução em ser um equipamento compacto, cujo o objetivo é transformar água de esgoto em água de reúso”, complementa.

O equipamento, que apresenta um formato portátil, é capaz de de tratar até 80% do efluente de águas do local de instalação. Disponível em sete versões diferentes, da menor para a maior, é transportada de caminhão até o destino. O formato mais simples é capaz de tratar até dois mil litros de água por hora, ocupando um espaço de 5m x 2,5m.

O funcionamento acontece por meio de duas caixas d’água, uma para transportar o esgoto e a segunda para receber a água tratada. A de maior capacidade pode processar até 10 mil litros de água por hora.

A função do equipamento é realizar o tratamento de água de forma mais barata, rápida e eficaz. Utilizando a rede de esgoto do próprio estabelecimento de instalação para o reúso posterior, possibilitando um uso mais sustentável, contando com gastos menores com energia e reduzido impacto ambiental, sem utilização de soluções químicas.

“Atualmente, essa água seria devolvida para a companhia de saneamento ou jogada de forma irregular em rios, mares e mangues. O intuito é reaproveitar essa água na sua capacidade de utilização. A máquina chega pronta e, desde que você tenha efluente orgânico suficiente, vai gerar sua água de reúso”, conta Corbélio Guaitolini, CEO da Tech Hunters.

Vale ressaltar que a água de reúso não é autorizada para o consumo humano diante da legislação brasileira. Este tipo de água é largamente utilizado para fins sanitários, industriais e de irrigação.

Processo tecnológico
As pesquisas para o desenvolvimento da máquina trazem estudos de diversos países como Alemanha, Israel, Itália e Estados Unidos. Além de pesquisas desenvolvidas por profissionais brasileiros.

O intuito, de acordo com os idealizadores, foi criar um sistema automatizado de produção. O sistema sensoriado depende de pouca interferência humana para o funcionamento no dia a dia.

“Os sensores conseguem entender a qualidade do esgoto entrando e da água que sai. Se o produto final não estiver de acordo com a qualidade, a máquina rejeita e refaz o processo de reciclagem”, conta Magnus.

“É o tipo de inovação que resolve um problema real, de forma inovadora, com um baixo custo. Se tivermos que gastar muito, você continua no mundo acadêmico. É necessário juntar o mundo acadêmico e o mundo real”, relata Corbélio.

Testes
Durante os seis primeiros meses do ano, a máquina foi submetida a testes junto à Cesan para comprovação da qualidade do tratamento. O processo foi feito por meio da instalação do equipamento em uma piscina, que recebia milhares de litros de esgoto diariamente e destinação de parte desse material ia para realização de tratamento feito pela máquina. Ao final dos testes,

Novos empregos
A possibilidade de geração de novos empregos com a implantação do equipamento no Estado é real, de acordo com Magnus.

“É quase que um processo automático. Você acaba gerando novos empregos. Tanto na parte da operação da máquina, quanto na própria organizacional: manutenção, instalação e essas diferentes atividades” acrescenta Magnus.

“Nosso trabalho, atualmente, tem sido voltado para indústrias, shoppings e grandes concentrações de pessoas, como condomínios residenciais e comerciais. Mas acreditamos que somos uma opção com atendimento aos municípios. Principalmente os municípios que não têm estação de tratamento de esgoto”, relata Fabio Roschi, vice-presidente da Tech Hunters.

O valor da máquina varia de R$ 350 mil a R$ 1,5 milhão (da maior para a menor) e o prazo esperado de retorno do investimento é de 4 a 12 meses. A lógica de aquisição e retorno se assemelha à da energia solar. Atualmente, o projeto encontra-se especificamente focado em indústrias, shoppings, prefeituras e condomínios.

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