
Em todo País, o acordo prevê cerca de 1.800 novos radares. Inicialmente estavam programados 4 mil aparelhos. O número exato de quantos serão colocados no Estado ainda não foi divulgado, mas não deve ultrapassar 280, que era o previsto inicialmente.
Em abril deste ano, o governo suspendeu a instalação desses 280 equipamentos em 112 pontos de rodovias federais capixabas. A maior parte, cerca de 46%, estava prevista para a BR-262, que vai de Cariacica até a divisa com Minas Gerais.
Os outros ficariam nas BRs 259 (de João Neiva até a divisa com Minas), 482 (de Itapemirim até a divisa com Minas), 342 (de Linhares até a divisa com Minas) e 381 (de São Mateus até a divisa com Minas).
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) tem dois meses para a instalação dos radares após a aprovação de estudos técnicos feitos pelas empresas contratadas. Esse estudo é obrigatório para comprovar a necessidade dos equipamentos.
O acordo para instalar os radares é no âmbito de uma ação popular ajuizada pelo senador capixaba Fabiano Contarato depois que Bolsonaro prometeu extinguir os equipamentos.
Uma liminar chegou a proibir a retirada total dos radares até que o governo apresentasse dados técnicos que embasassem a iniciativa.
Em audiência judicial, no entanto, a área técnica do próprio governo discordou do discurso de Bolsonaro e apresentou um estudo indicando que 8.031 faixas precisam de monitoramento em todo o País. Isso demanda cerca de 4 mil radares, já que cada um cobre duas faixas.
O acordo chegou a 3.750 faixas (46,8% do previsto), ou seja, 1.875 radares, em uma primeira fase. Isso será suficiente para cobrir áreas urbanas em trechos considerados críticos, com alto índice de acidentes. Depois, os aparelhos serão estendidos para zonas rurais, também em áreas críticas.
