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Traficantes divulgam bailes ilegais com bebidas de graça

Traficantes da Grande Vitória estão usando as redes sociais para divulgar bailes funks clandestinos, conhecidos como Mandelas, durante o Natal e o ...

Complexo da Penha em Vitória é um dos locais na Grande Vitória onde ocorrem diversos bailes clandestinos

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Complexo da Penha em Vitória é um dos locais na Grande Vitória onde ocorrem diversos bailes clandestinos (Foto: Beto Morais / AT)

Traficantes da Grande Vitória estão usando as redes sociais para divulgar bailes funks clandestinos, conhecidos como Mandelas, durante o Natal e o Ano Novo, mesmo com proibição das prefeituras. Os eventos estão previstos em pelo menos 25 bairros.

Levantamento feito pela reportagem de A Tribuna mostrou que estão previstas festas em Bairro da Penha, São Benedito, Resistência, Morro do Cabral, entre outros bairros de Vitória, assim como na Serra, em Vila Velha e em Cariacica.

Os organizadores dispararam os convites pelo Facebook e, principalmente, pelo Twitter, rede social que acreditam não ser monitorada pelas autoridades ou que tem menos visibilidade entre as equipes dos órgãos competentes. Algumas dessas propagandas vão acompanhadas das assinaturas das quadrilhas que promovem os bailes.

Leia Mais: “Nós monitoramos tudo”, diz secretário da Segurança sobre festas ilegais

Boa parte dos anúncios tem convite atrativo para quem gosta desse tipo de evento: “Energético e vodca 0800 (de graça) só para elas, 50 grades de litrão 0800 para a geral”.

Para manter organizadores, moradores, MCs e DJs informados, todos os dias, são publicados avisos sobre a proximidade dos eventos. É o chamado “salve geral” ou “é pra brotar, galera”, indicando local, horário e dia de cada festa.

Policiais militares que atuam para impedir a realização desses bailes afirmam que “traficantes marcam esses eventos de final de ano por pensarem que as polícias estarão bem ocupadas, cuidando do movimento nas praias”.

Eles se referem à Operação Verão da PM, que desloca todos os dias mais de 1.400 militares para as regiões litorâneas do Espírito Santo.

O comandante-geral da Polícia Militar do Estado, coronel Márcio Eugênio Sartório, afirmou que a PM não vai tolerar bailes irregulares. “Nosso serviço de inteligência monitora esses eventos. Nós buscamos nos antecipar, ou seja, chegar antes que eles comecem. Monitoramos esses bailes o ano todo e não vai ser agora que vamos deixar de monitorar. Se encontrarmos irregularidades, vamos fechar”.

O comandante informou que a maioria dos frequentadores dos Mandelas tem idade entre 13 e 25 anos. Ele fez um apelo aos pais.

“Muitos desses eventos são, inclusive, patrocinados pelo tráfico, que aproveita a aglomeração de pessoas e o anonimato para vender drogas. O ideal é que os pais não autorizem seus filhos a participarem dessas festas, e sim fiscalizar seus filhos menores, pois podem até responder criminalmente por eles”.

 (Foto: Reprodução / TV Tribuna)

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