
Para todos os casos, a Justiça já emitiu mandado de prisão. Os números constam no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em consulta realizada ontem.
Quem integra a lista dos homicidas que circulam livremente pelas ruas é Genecy Araujo dos Reis, de 52 anos. Desde 7 de fevereiro de 2015, ele não é localizado.
Genecy é acusado de ter assassinado, a tiros, a diarista Júlia Aparecida Martins, 51, e a companheira dele, Juliana Martins Neves, 29. O crime aconteceu quando mãe e filha chegavam em casa na Serra, após passarem a noite em um forró.
O acusado matou as duas durante uma discussão por ciúmes, por elas terem ido ao forró. Assim como Genecy, outros 12.376 criminosos continuam foragidos.
O juiz titular da 2ª Vara Criminal de Colatina, André Guasti, mencionou um problema enfrentado em todos os estados do País: encarceramento em massa. “Eu reconheço que são muitos foragidos mesmo. O que eu acho interessante é que, muitas vezes, o Judiciário é acusado de prender demais e soltar demais, mas imagine se esses mais de 12 mil mandados fossem cumpridos. Há vagas para todos eles? É algo que deve ser pensado”, disse.
Para a juíza coordenadora das Varas Criminais de Execuções Penais do Tribunal de Justiça do Estado, Gisele Oliveira, o número de foragidos só poderá ser reduzido caso haja uma integração das forças policiais de todos os Estados.
“É muito comum o indivíduo que tem a prisão decretada fugir para outro estado. É necessária uma integração das polícias, que consiga apurar, minimamente, a autoria desses delitos.”
Ela também fez uma análise sobre o número de mandados de prisão em aberto.
“A primeira leitura é de eficiência, mas, ao mesmo tempo, os números traduzem uma falta de efetividade, na medida em que as ordens de prisão, às vezes, não são executadas”, disse.
Acusados de homicídios

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Suspeito de assassinar idosa
Há quase dois anos, a idosa Maria do Carmo Cecco, de 63 anos, foi roubada e assassinada a facadas dentro de sua própria casa, no bairro 15 de Outubro, em Colatina. Ela deixou um bilhete que possibilitou identificar o autor do crime: o vizinho dela, Flávio Loureiro, de 26 anos. Mesmo identificado, ele fugiu e até hoje não foi localizado pela polícia.
Mais criminosos que três estados juntos
A quantidade de criminosos com mandados de prisão em aberto nos estados do Acre, Piauí e Roraima, quando somados, não chega ao total de foragidos somente no Espírito Santo.
Os três estados, juntos, somam 9.455 foragidos da Justiça, 2.922 procurados a menos que o Espírito Santo. Os dados são do Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP) do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Lá, existem 12.063 pessoas que estão sendo procurados.
Para a juíza coordenadora das Varas Criminais de Execuções Penais do Tribunal de Justiça do Estado, Gisele Oliveira, os números mostram eficiência do sistema de justiça criminal do Estado.
“Não acredito que o Espírito Santo, por ter um número maior de mandados de prisão que outros estados, tenha maior criminalidade.
Até porque, essa conclusão dependeria de outros dados, pesquisas científicas. Pode ser, por exemplo, que apesar de alta criminalidade, o índice de resolutividade de crimes na Bahia seja baixo”, avaliou a magistrada.
