Cerca de 1.600 pessoas correm o risco de ficar sem emprego, devido ao fechamento da sede administrativa da Petrobras em São Mateus. A informação é do Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo (Sindipetro-ES).
O fato chegou ao conhecimento da entidade quando a gerente-geral da Unidade Operacional da Bahia, Selma Andrade, visitou o município do Norte capixaba para expor os planos da estatal para a Base-61, como é chamada a estrutura de São Mateus. O processo de desmobilização já foi iniciado.
“Já havia rumores sobre o fechamento. Há cerca de um mês, os concursados vêm sendo convidados a se transferir. Alguns mudaram-se para Vitória”, disse a diretora de Comunicação do Sindipetro-ES, Priscila Patrício.
O encerramento das atividades está previsto para ser concluído até dezembro de 2020. “Mas, uma vez desmobilizada a base, para que vai precisar de jardinagem, serviço de limpeza, manutenção predial? O que vai ser dos terceirizados, não sabemos”, acrescentou Priscila.
Hoje, além de 100 funcionários próprios e cerca de 500 terceirizados — vinculados a 26 empresas —, as atividades da Petrobras no município mantêm cerca de mil empregos indiretos, no setor de serviços, segundo o sindicato.
São profissionais que trabalham no fornecimento de alimentação, uniformes, transporte, entre outros. “Com a redução de concursados na cidade, diminui também a quantidade de usuários de planos de saúde. Algumas clínicas particulares já estão fechando”, disse.
Sobre o fechamento da unidade, a Petrobras e a Prefeitura de São Mateus não se manifestaram até o fechamento da edição na noite de segunda-feira (16). A reportagem procurou a Secretaria de Estado do Desenvolvimento para repercutir o assunto, mas o órgão informou que não se pronunciaria.
