Uma liminar da Justiça na tarde desta quinta-feira (19) revogou a prisão dos chefes da Telexfree, Carlos Costa e Carlos Wanzeler, e determinou que os dois sejam colocados em liberdade. Segundo a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), os dois já deixaram o presídio. Eles haviam sido presos durante uma operação da Polícia Federal, na manhã da última terça (17).
A informação da expedição da liminar foi passada pelo advogado dos chefes da Telexfree, Rafael Lima. De acordo com a decisão do desembargador federal Paulo Cesar Morais do Espírito Santo, Carlos Costa e Carlos Wanzeler vão ter que cumprir algumas medidas cautelares.
Uma delas é o comparecimento bimestral em juízo para comprovar suas atividades. Outra medida é a proibição de deixarem o País e entregarem seus passaportes no prazo de 24 horas.
Os dois sócios foram presos duranta a Operação Alnilam – nome de uma das estrelas centrais que forma a constelação de Orion e da operação original sobre as atividades da empresa, deflagrada em 2014 –, que investiga uma possível ocultação de valores obtidos com as atividades da empresa no Brasil.
Segundo a PF, as investigações apontaram que valores recebidos pela Telexfree teriam sido ocultados para não serem alcançados pela Justiça. Isso porque, em 2014, a polícia já havia bloqueado outros bens da empresa. O Ministério Público Federal no Espírito Santo (MPF-ES) também está apoiando as apurações.
A operação investiga a suspeita de que imóveis foram adquiridos em nome de outras pessoas, que atuaram como laranjas, com recursos diretamente ligados à atividade da Telexfree. Após a compra, os imóveis eram alugados e a renda transferida para os investigados.
Após serem presos, Costa e Wanzeler foram encaminhados ao Complexo Penitenciário de Viana, mas já deixaram o local após a expedição do alvará de soltuira, de acordo com a Sejus.