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Costureira reforma bonecas tiradas do lixo e faz alegria de crianças no Natal

Quando se aposentou, a costureira Francisca Monteiro Alves, 67, pensou que deveria aproveitar o tempo livre para ajudar o próximo. Em conversa com ...

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Quando se aposentou, a costureira Francisca Monteiro Alves, 67, pensou que deveria aproveitar o tempo livre para ajudar o próximo. Em conversa com uma amiga, ela descobriu o que fazer: usar o seu dom na costura para recuperar bonecas usadas e doá-las para crianças carentes.

Francisca, ou “Chiquita Costureira”, como é conhecida, lembra como tudo aconteceu: “Há três anos, eu perguntei a uma amiga como havia sido o Natal das crianças da igreja dela. Ela respondeu que havia sido bom, porque elas ganharam presentes usados”, conta a moradora do bairro Santana, em Cariacica.

Foi a partir dessa conversa que ela decidiu reformar bonecas e presentear crianças. Os brinquedos são frutos de doações e, alguns deles, vieram até mesmo do lixo.

Chiquita mostra uma das bonecas que restaurou e que será doada no Natal. (Foto: Reprodução)

Mas para Chiquita, esse é apenas um detalhe. “Quanto mais acabada a boneca vem, é aí que eu gosto que ela fique mais bonita!”, brinca a costureira que neste ano fará as doações para crianças do bairro Graúna, em Cariacica, e Novo Horizonte, na Serra.

O que começou com apenas 18 bonecas em 2016, saltou para 43 no ano seguinte. Em 2018, o número de brinquedos que passaram pelas mãos da costureira foi 101. E neste ano, o número duplicou. “São quase 200 bonecas”, orgulha-se.

E se engana quem pensa que o trabalho de Chiquita é moleza. Ela não apenas limpa os brinquedos, mas também substitui o enchimento interno por um novo, lava, higieniza e até mesmo personaliza as roupas, assim como fazia para suas clientes nos tempos que de costureira.

A costureira de 67 anos neste ano doará quase 200 bonecas. (Foto: Reprodução)

“Penso no tecido, no modelo. Muitas vezes, até no desenho da roupa. Tem umas bonecas que olho e falo: ‘essa vai ficar bonita assim'”, conta ela sobre o capricho que tem com as roupas dos brinquedos.

E todo esse esforço e zelo pra que, dona Chiquita? “Para dar essas crianças um Natal feliz, algo que não tive na minha infância”, conta ela, que é de Aimorés, em Minas Gerais, e que se mudou para o Estado na década de 1970 assim que se casou.

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