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Cidades

Sete pacientes do ES aguardam por transplante de coração

Dezembro e janeiro foram meses sem transplante de coração no Estado

Márcia Campelo tem miocardiopatia dilatada e espera pelo transplante
Foto de perfil de Fernanda Coutinho

Fernanda Coutinho

Fernanda Coutinho é jornalista formada pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em 2007, e tem aproximadamente 20 anos de experiência na profissão. É repórter multimídia das editorias de Cidades e Polícia do Jornal A Tribuna, com reportagens também publicadas no portal Tribuna On-line. Escreve reportagens especiais semanais para a editoria de Polícia do Jornal A Tribuna. Tem experiências com apresentações de podcasts e videocasts, além da participação ao vivo em telejornais da TV Tribuna, em colaboração com apresentadores, em casos de repercussão. Na função de redatora, atuou por 9 anos em editorias como Polícia, Cidades, Economia e Política do jornal impresso.

Última atualização



Dados da Central Estadual de Transplantes do Espírito Santo (CET-ES) mostram que sete pacientes aguardam atualmente doação para realizar transplante de coração. Em dezembro e janeiro, até o momento, não ocorreu transplante de coração no Estado.

Quem ainda vive à espera do transplante é a aposentada Márcia Campelo de Campelo, 64 anos. Ela foi diagnosticada com miocardiopatia dilatada aos 32 anos.

O problema afeta as fibras musculares do coração, prejudicando o bombeamento adequado do sangue pelo corpo.

“No ano passado, entre idas e vindas, foram praticamente seis meses internada, até em UTI (Unidade de Terapia Intensiva)”, afirma.

A aposentada destaca que depende da conscientização de outras pessoas. “Conto com a boa vontade das famílias, pois não adianta a pessoa se declarar doadora e a família, tomada pela emoção, não autorizar a doação de órgãos”, afirma.

Márcia conta que não são somente problemas de saúde física que o paciente sofre.

“A gente acaba não tendo uma qualidade de vida muito boa. O tempo que passamos internados abala o psicológico da gente. No início, foi muito difícil, fiquei abalada, foi muito impactante”.



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