Uma criança foi picada por um escorpião enquanto brincava no quintal de casa em Rio Bananal, no Norte do Espírito Santo. Matias, de 4 anos, procurou os pais reclamando de dores na perna. Ao se dirigem ao local, os familiares avistaram o animal peçonhento e chamaram socorro.
Segundo informações do Tribuna Notícias, o menino precisou ser socorrido de helicóptero pelo Núcleo de Operações e Transporte Aéreo da Secretaria da Casa Militar (NOTAER), e levado para um hospital na cidade de Colatina.
Agora, a criança está em casa e passa bem. No entanto, o caso serve como alerta: somente entre janeiro e maio deste ano, 1.816 casos de picada de escorpião já foram registrados em todo o Estado. Somente em Rio Bananal, onde o caso de Matias ocorreu, foram 123 casos.
A orientação da Secretaria de Saúde (Sesa) é que, em casos de picadas de escorpião, as vítimas devem lavar a ferida com água e sabão e procurar atendimento médico imediatamente. Se possível, também é indicado tirar uma foto do animal responsável pelo ferimento.
Escorpiões no ES
De acordo com a Sesa, o escorpião amarelo é o mais comum no território capixaba. Apresenta patas amarelas, tronco escuro, uma mancha escura e serrilha no fim da cauda. Embora menos frequente, o escorpião marrom também é encontrado no Espírito Santo. Tem tronco marrom e patas amareladas com manchas escuras e cauda marrom avermelhada.
Como se prevenir
– Não guardar lixo, entulhos e materiais de construção;
– Tampar buracos em paredes, assoalhos, forros e rodapés;
– Usar telas, vedantes ou sacos de areia em portas, janelas e ralos;
– Manter limpos os locais próximos das casas, jardins, quintais, paiois e celeiros;
– Combater insetos, principalmente baratas e cupins, que servem de alimento para os escorpiões;
– Preservar animais que se alimentam de escorpiões, como seriemas, corujas, sapos, lagartixas, galinhas, macacos e quatis;
– Limpar terrenos baldios;
– Usar calçados e luvas nas atividades de jardinagem;
– Ter cuidado ao calçar sapatos e vestir roupas.
O que fazer em caso de acidente
Limpar o local com água e sabão e levar a vítima ao serviço de saúde mais próximo para avaliação médica. Pode ser feito compressas mornas e analgésicos para alívio da dor. A dor no local da picada, mesmo se for intensa ou irradiada, não tem indicação de soroterapia.
Fonte: Secretaria de Saúde