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Economia

Teto do INSS vai subir e deve superar R$ 8 mil em janeiro

A quantia máxima a ser paga aos segurados do instituto será reajustada pelo INPC, com novo valor já a partir de 1º de janeiro

Aplicativo Meu INSS: valor máximo pago a segurados atualmente é de R$ 7.786. Inflação é usada para reajustar

Última atualização



O valor do teto de benefícios pagos aos segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) deve ser reajustado em janeiro, conforme confirmou o governo federal. Especialistas já estimam que o reajuste deve colocar o teto, ou limite que pode ser recebido, acima dos R$ 8 mil.

Hoje, o piso do INSS, ou seja, o menor valor que pode ser pago, é de R$ 1.412, enquanto o teto é de R$ 7.786,02. O piso do INSS está atrelado ao salário mínimo federal, que, quando aumenta, força um reajuste nas aposentadorias, pensões e benefícios assistenciais.

O projeto do governo federal que define o Orçamento do ano que vem prevê que o salário mínimo seja reajustado para R$ 1.509, o que representa aumento de 6,7% em relação ao valor atual.

“É claro que até o fim do ano algum fato exógeno pode acontecer, como pandemia, instabilidade internacional, enfim, fatos fora do controle, o que colocaria as expectativas para baixo e o salário mínimo não chegue nesse patamar. Mas há boas chances dessa expectativa se tornar realidade”, explicou o economista Ricardo Paixão.

Mas a métrica usada para esse reajuste é diferente da utilizada pelo INSS. “O teto do INSS é reajustado pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), enquanto o piso ocorre pelo salário mínimo, que é resultado de uma soma da variação do PIB (Produto Interno Bruto) com o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo)”, explica o economista Heldo Siqueira Júnior.

Segundo o economista, tendo em conta que, nos últimos 12 meses, o INPC foi de 4,06%, isso significa que o teto do INSS passaria dos R$ 7.786,02 para aproximadamente R$ 8.102,13.

“Há realmente a possibilidade do reajuste passar dos R$ 8 mil. Mas depende do INPC e de outras considerações do governo no momento, como os dados da inflação até o final do ano e da política fiscal do governo”, complementou o economista Eduardo Araújo.

Em maio, a Genial Investimentos já havia previsto, ao Jornal Exame, que, no próximo ano, o salário mínimo seria reajustado para um valor próximo de R$ 1.508,66 e o teto de benefícios estará próximo de R$ 8.092,54. Na época, a projeção do governo federal para o novo salário mínimo era de R$ 1.502.

Pente-fino já economizou R$ 3 bi

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) tem sido alvo de intensas medidas de reavaliação e controle fiscal em 2024.

De janeiro a agosto deste ano, o governo federal conseguiu economizar R$ 3,3 bilhões, um valor significativo obtido através da implantação do Atestmed e da reavaliação dos benefícios por incapacidades temporárias.

Embora esse valor represente menos de 40% da previsão total de economia para 2024, o governo mantém a expectativa de atingir a meta de R$ 9 bilhões.

A economia de R$ 3,3 bilhões é atribuída às medidas: o Atestme, sistema que concede auxílio-doença com base em análise documental, e a reavaliação dos benefícios temporários.



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