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Cidades

Novo centro para atender crianças autistas pelo SUS será inaugurado no ES

Espaço, que será inaugurado na próxima segunda-feira, também irá oferecer serviços de graça para jovens e adultos com transtorno

Livia Maria de Souza Torres, Yuri Souza Torres de Oliveira e o psicólogo Marcos Vinicius dos Santos: resultados positivos toda semana

Última atualização

Novidade na área da saúde! O Hospital Evangélico de Vila Velha (HEVV) irá entregar ao público nesta segunda-feira (21) o Centro Especializado em Transtorno do Espectro Autista (Cetea).

O serviço será voltado para os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), que serão encaminhados pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), e atenderá tanto crianças quanto adolescentes e adultos com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A expectativa é que sejam realizados cerca de 12 mil atendimentos por mês.

O local, que terá funcionamento de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, conta com 30 consultórios individuais e dois para atendimento em grupo, além de uma recepção ampla e adaptada.

Marcos Vinicius dos Santos, psicólogo e coordenador do Cetea, comentou que no espaço serão oferecidas diversas terapias com uma equipe multidisciplinar completa e capacitada.

“Nossa equipe é composta por psicólogos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, musicoterapeutas, arteterapeutas, psicopedagogos e terapeutas ocupacionais, e ainda teremos a terapia assistida por animais, que é o cãoterapeuta. Também contamos com um jardim sensorial”, afirmou o profissional.

“Além disso, o serviço tem a atuação de assistentes sociais que junto da equipe mutidisciplinar vão realizar grupos terapêuticos para os pais com oficinas e orientações”, completou.

De acordo com Melina Ferreira Ferrari, diretora-geral do HEVV, as expectativas para o Cetea são boas. “Há três meses iniciamos o serviço em um dos nossos ambulatórios e já estamos atendendo a algumas famílias. No último mês chegamos a realizar duas mil sessões. Tem sido uma experiência enriquecedora para nós!”, disse.

Quem também celebrou o Centro foi Lucia Mara Martins, liderança do Coletivo Mães Eficientes Somos Nós.

“Este espaço foi uma demanda apresentada pelo Coletivo Mães Eficientes Somos Nós. Ele é de magnífica importância, principalmente para as famílias que têm filhos com TEA e não conseguem pagar plano de saúde ou não têm acesso a este atendimento multidisciplinar e multiprofissional. Sem sombra de dúvidas, o Cetea é uma grandiosa conquista”, comentou.



Mais liberdade e felicidade

A cozinheira Livia Maria de Souza Torres, de 42 anos, contou que seu filho Yuri Souza Torres de Oliveira, de 4 anos e que tem Transtorno do Espectro Autista (TEA), já fez terapias no Hospital Evangélico de Vila Velha (HEVV) e que semanalmente ela vê resultados positivos relacionados à coordenação motora e à fala do pequeno. Em relação ao Centro Especializado em Transtorno do Espectro Autista (Cetea), disse estar com boas expectativas.

“Espero que só venha a somar para todas as crianças com TEA, e que com as terapias as crianças tenham mais inclusão e ela sejam mais livres e felizes”, disse, afirmando que levará Yuri ao espaço, que tem o psicólogo Marcos Vinicius dos Santos como coordenador.



SAIBA MAIS

Cetea

Atenderá tanto crianças quanto adolescentes e adultos com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

A expectativa é que sejam realizados cerca de 12 mil atendimentos mensalmente.

Conta com 30 consultórios individuais e dois para atendimento em grupo, além de uma recepção ampla e adaptada.

O local terá funcionamento de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h.

Quem tem direito ao Cetea?

De acordo com Melina Ferreira Ferrari, diretora-geral do Hospital Evangélico de Vila Velha (HEVV), os atendimentos serão dedicados aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) que possuem o diagnóstico laudado por um neurologista ou psiquiatra.

Para ter acesso ao serviço, é necessário seguir o seguinte fluxo: ir até uma unidade básica de saúde e, a partir daí, a família será encaminhada para atendimento em um dos hospitais estaduais do SUS de referência para atendimento com um neurologista/psiquiatra.

Após a confirmação do diagnóstico e indicação das terapias pelo especialista, o paciente será encaminhado para regulação de vagas da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) para que possam receber o atendimento no Cetea.

Fonte: Melina Ferreira, diretora do HEVV.

Terapias

Serão oferecidas diversas terapias com uma equipe multidisciplinar completa. Esta é composta por psicólogos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, musicoterapeutas, arteterapeutas, psicopedagogos e terapeutas ocupacionais. Haverá ainda a terapia assistida por animais, que é o “cãoterapeuta”.

Há ainda um jardim sensorial e, além disso, o serviço conta com a atuação de assistentes sociais que junto da equipe mutidisciplinar vão realizar grupos terapêuticos para os pais, com oficinas e orientações.

Cuidado estendido

De acordo com Melina Ferreira Ferrari, diretora-geral do Hospital Evangélico de Vila Velha (HEVV), no Cetea será estendido o cuidado aos familiares ou cuidadores dos pacientes, que também são elo importante para a evolução do tratamento.

“Inclusive, vamos oferecer o serviço da Casa de Acolhimento para os pacientes que moram no interior do Espírito Santo. A Casa de Acolhimento é um espaço cedido pelo HEVV em que a família poderá pernoitar para dar prosseguimento ao tratamento”, disse Melina.

Importância

Para Marcos Vinicius dos Santos, psicólogo e coordenador do Cetea, o espaço é um pilar de apoio que transforma vidas, promovendo um ambiente mais acolhedor e inclusivo para pessoas com TEA e suas famílias.

“Oferecemos suporte especializado e recursos essenciais para trabalhar as questões de desenvolvimento e habilidades sociais dos nossos pacientes, ensinando a desenvolverem a sua capacidade de lidar com as emoções e rotinas básicas, proporcionando assim autonomia e qualidade de vida”, afirmou Marcos.

Transtorno do Espectro Autista (TEA)

Segundo o Ministério da Saúde, é um problema no desenvolvimento neurológico que prejudica a organização de pensamentos, sentimentos e emoções.

Dentre as características, têm-se a dificuldade de comunicação por falta de domínio da linguagem e do uso da imaginação, comportamento limitado e repetitivo e a dificuldade de socialização.

O órgão de saúde Centers for Disease Control and Prevention (CDC) apontou que uma a cada 36 crianças são autistas, levando em consideração dados dos Estados Unidos.

Fonte: Melina Ferreira Ferrari e Marcos Vinicius dos Santos, do HEVV, e pesquisa AT.




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