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Mais ciência contra a crise

Por: Rodrigo Ribeiro Rodrigues "É imperativo que investimentos em ciência e tecnologia sejam preservados" Desde 2013, cortes no orçamento federal ...

Última atualização

Por: Rodrigo Ribeiro Rodrigues

“É imperativo que investimentos em ciência
e tecnologia sejam preservados”

Desde 2013, cortes no orçamento federal permanecem como uma das maiores preocupações da comunidade científica nacional. A situação pode agravar ainda mais em 2018, pois o Governo Federal estuda reduzir o orçamento para ciência e tecnologia (C&T) em relação ao deste ano, que já é considerado o menor da história.
O cenário é ainda mais catastrófico, pois a produção em C&T é dependente das universidades públicas e institutos de pesquisa, os quais também atravessam uma crise financeira sem precedentes. O Brasil está à beira de um apagão em C&T com consequências gravíssimas.
Em vários estados a situação já é calamitosa, afetando o pagamento de bolsas e de projetos já contratados. Em outros, foram mantidas as bolsas, mas como manter as pesquisas sem poder adquirir materiais e insumos necessários? A falta de investimento pode culminar com a evasão de pesquisadores e uma perda irreparável da nossa capacidade de produção científica e tecnológica.
Com prioridade e cuidado com as contas, a situação do Espírito Santo é diferente. A Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes), realizou, nesta gestão do governador Paulo Hartung, investimentos de R$ 107 milhões. Isso não significa que o Estado foi poupado dos efeitos da crise econômica. Mas nós focamos nas ações prioritárias e garantimos que projetos e bolsas já contratados não seriam afetados, só para citar um exemplo.
Nos últimos 30 meses, o Espírito Santo, por meio da Fapes, inova ao aproximar a academia e o setor produtivo, quebrando um paradigma importante para o País; lança editais em parceria com outras FAPs e agências de fomento nacionais e internacionais; e investe mais de R$ 35 milhões de reais.
Só para citar alguns exemplos, foi feito o maior investimento no setor agropecuário da história do Estado (R$ 10,7 milhões), com foco em três novas variedades de café conilon resistentes à seca.
O Sinapse da Inovação, que aposta no empreendedorismo, transformando novas ideias em negócios, recebeu 1272 projetos, com investimentos de R$ 2 milhões. Investimentos importantes foram feitos em pesquisas que afetam diretamente a saúde da população, como no caso do Zika vírus e da febre amarela, totalizando mais de R$ 1,5 milhão.
E mesmo na iminência de um apagão nacional em C&T, a Fapes lança, nesta terça-feira (08), quatro novos editais em parceria com o CNPq, um investimento superior a sete milhões de reais, contribuindo para que as instituições de ensino e pesquisa do Estado continuem a produzir. Sem dúvida, esse conjunto de ações é mais um diferencial do Estado.
Acreditamos que crises, assim como as tempestades, são passageiras; mas é imperativo que, na luta pelo equilíbrio das contas públicas, os investimentos em ciência e tecnologia sejam preservados para que o Brasil possa voltar a crescer e atingir uma trajetória sustentável no desenvolvimento humano, científico e tecnológico.
No Espírito Santo, mostramos que isso é possível e que esse é o nosso caminho

Rodrigo Ribeiro Rodrigues, PhD, é diretor Técnico, Científico e de Inovação da Fundação de Amparo
à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes)

A seção Tribuna Livre é publicada diariamente no jornal A Tribuna. Colaborações para a coluna devem ser enviadas para [email protected].

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