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Por decisão do Governo Temer, oito farmácias populares são fechadas no Estado

A Farmácia Popular do Brasil localizada no Centro de Vitória foi uma das fechadas. Foto: Leone Iglesias Quando deixou sua casa em Comdusa, Vitória, o ...

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A Farmácia Popular do Brasil localizada no Centro de Vitória foi uma das fechadas. Foto: Leone Iglesias

Quando deixou sua casa em Comdusa, Vitória, o objetivo de dona Inácia Ferreira, 67 anos, era conseguir remédios gratuitos de controle de pressão na Farmácia Popular da avenida Presidente Florentino Avidos, no Centro. Mas deu de cara com a porta fechada e leu, em um pedaço de papel colado na parede, que o espaço não funcionaria mais.

Dona Inácia é uma das milhares de pessoas afetadas pelo fechamento de oito farmácias populares no Espírito Santo.

As portas desses estabelecimentos, financiados pelo governo federal, e que forneciam medicamento gratuito ou a baixo custo para a população de menor poder aquisitivo, baixaram em Alegre, Cachoeiro de Itapemirim, Cariacica, Linhares, Nova Venécia, Santa Maria de Jetibá, São Mateus e Vitória.

Dona Inácia foi buscar remédios para pressão e se surpreendeu com a farmácia fechada. Foto: Leone Iglesias/AT

Ao todo, 367 unidades no País deixaram de receber recursos. Segundo o Ministério da Saúde, com o fim do repasse para as unidades próprias, a verba equivalente a cerca de R$ 100 milhões passará a ser destinada a estados e municípios para a compra de medicamentos.

É que segundo a pasta, apenas 20% eram efetivamente gastos na compra e distribuição de medicamentos aos pacientes.

Prefeituras, no entanto, poderiam optar por manter as unidades, desde que com recursos próprios. Porém, nenhuma no Estado quis assumir o programa. Preferiram remanejar os munícipes para postos de saúde e farmácias conveniadas com o selo “Aqui tem Farmácia Popular” – são 1.113 no Estado.

“O que estão fazendo com o povo? Vinha pegar, uma vez por mês, remédio para controlar pressão. E agora? Vou ter que ir num posto lá na Ilha das Caieiras tentar conseguir o que é meu de direito! Fica mais longe para mim”, reclamou Inácia que, aliás, achava que estava se confundindo de endereço quando se deparou com a farmácia desativada.

Em resposta à revolta dela e de outros cidadãos, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse por meio de nota que a medida permitirá o aumento no valor repassado anualmente a estados e municípios, que passará de R$ 5,10 por habitante para R$ 5,58.

 

Lucas Rezende

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