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Funk com letra sensual em escola revolta vizinhos

Muro da escola Elzira Vivacqua, em Jardim Camburi: o som da música pode ser ouvido do lado de fora. Foto: Rodrigo Gavini “Nem tenta pagar de santinha ...

Funk com letra sensual em escola revolta vizinhos
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Muro da escola Elzira Vivacqua, em Jardim Camburi Muro da escola Elzira Vivacqua, em Jardim Camburi: o som da música pode ser ouvido do lado de fora. Foto: Rodrigo Gavini

“Nem tenta pagar de santinha que o clima tá bom, vai desce e sobe, quebra e empina”. Pode parecer trilha sonora de baile funk, mas é uma das músicas que vêm sendo tocadas nesta semana na Escola Municipal de Ensino Fundamental Elzira Vivacqua, em Jardim Camburi, Vitória, durante o horário letivo.

Uma vizinha do colégio, onde estudam crianças de 6 a 14 anos, enviou à reportagem filmagens que mostram as músicas com letras que abordam temas como sexo e sensualidade sendo tocadas na escola nas primeiras horas do dia.

As músicas falam de bebidas (“Eu vou de combo, de Jack, Ciroc e Chandon”) e fazem alusão ao ato sexual. Em outros casos, apresentam palavrões e ofensas.

“São esses funks pesados o dia inteiro. As meninas ficam com a mão no joelho, rebolando. Não é música para tocar em escola, até mesmo se estiver acontecendo uma atividade cultural. Estou revoltada”, afirma a leitora, que não quis se identificar.

A reportagem de A Tribuna, então, foi até o local na tarde dessa sexta-feira (4) e constatou que músicas de funk são tocadas durante o horário das aulas e também no recreio.

A funcionária de uma casa de repouso, vizinha à escola, relatou que estava ouvindo as músicas desde as 8 horas da manhã no colégio. Segundo ela, o som vinha da quadra esportiva.

“E à tarde, por volta de 13h30, volta tudo. Isso atrapalha o descanso dos idosos, é desconfortável. Só se ouve barulho desde que os alunos voltaram das férias”, reclamou.

Professora de português, Nadir Pazolini, 67 anos, mora na rua da escola e contou que “é uma zoeira só” durante os horários letivos.

“É uma tristeza essa situação o dia inteiro! Fica difícil até de trabalhar dentro de casa. Não sei o que está acontecendo ali na escola. Tem até palavra de baixo calão nas músicas”, relatou.

A reportagem se dirigiu à escola para saber o motivo de músicas de funk tocarem o dia inteiro no local, mas foi informada que a diretora responsável estava em reunião e não podia atender. Até o fechamento desta edição a diretora também não retornou os contatos feitos por telefone. Uma funcionária comentou que a escola está sendo palco de jogos esportivos entre alunos.

Outro lado

A Prefeitura de Vitória disse por meio de nota que uma equipe de Inspeção Escolar da Secretaria Municipal de Educação se reuniu com a direção da escola e orientou sobre o uso adequado de músicas nas atividades propostas, considerando o contexto escolar como ambiente de aprendizagem e formação integral dos estudantes, reforçando também a importância da música como uma ferramenta pedagógica relevante.

Reportagem: Lucas Rezende

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