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Após assassinato, igreja vai rever conduta de pastores

Membros da Igreja do Evangelho Quadrangular carregam caixão do pastor Ericsson na saída do templo. Foto: Reprodução/A Tribuna Diante do assassinato ...

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membros da Igreja do Evangelho Quadrangular carregam caixão do pastor Ericsson na saída do templo Membros da Igreja do Evangelho Quadrangular carregam caixão do pastor Ericsson na saída do templo. Foto: Reprodução/A Tribuna

Diante do assassinato do pastor Ericsson Roza Soares, que comoveu fiéis das 190 igrejas espalhadas pelo Estado, a administradora do Conselho Nacional da Igreja Quadrangular, Dolores de Oliveira Souza, disse que irá rever conduta de pastores que abrigam dependentes químicos em casa.

A decisão foi tomada nessa terça-feira (8), durante o velório do pastor, na 1ª Igreja Quadrangular, na Ilha de Santa Maria, em Vitória.

A representante nacional disse que irá conversar com a equipe de disciplina e ética da igreja e apurar o que pode ser feito quanto ao fato de pastores abrigarem pessoas desconhecidas em suas residências.

“Precisamos ter uma orientação melhor a respeito de intimidade em levar a pessoa desconhecida muito próxima à vida pessoal. Mas acontece que o coração de pastor é isso aí: ama de verdade e acredita na recuperação de todos”, afirmou.

O pastor foi morto a facadas dentro do apartamento onde morava, na Praia da Costa, em Vila Velha, na madrugada de segunda-feira (7). Welington Mates de Amorim, de 21 anos, fiel da igreja, confessou o crime. O pastor abrigava Welington em sua casa há uma semana e também o ajudava em seu sustento, na tentativa de livrar o jovem do vício em drogas.

Dolores ressaltou que no momento, o desejo da igreja é de que a polícia faça uma investigação detalhada do crime para que as medidas cabíveis sejam tomadas pela Justiça. “Agora vamos aguardar as investigações policiais.”

Mesmo em clima de tristeza, ela falou com orgulho de como era o comportamento do pastor e de como interagia com os demais fiéis da igreja. “Ele era uma pessoa muito alegre e a marca da vida dele sempre foi o sorriso largo. Era de fato muito amigo.”

A fiel Luzia Barbosa, de 53 anos, disse que frequenta a igreja quadrangular há 10 anos. Ela disse, assustada, que o mesmo final trágico também poderia acontecer com ela, pois abriga em sua casa uma pessoa que é usuária de drogas.

“Eu também ajudo uma pessoa que é viciada em crack, ou seja, também faço o mesmo trabalho social que o pastor fazia. Fiquei muito abalada com a morte dele. Tinha o pastor como exemplo.”

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