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Suspeitos de assassinar médica já respondem a outros processos na Justiça

Dionathas já foi condenado por roubo e responde ainda por processo de ameaça a mulher. Já Bruno foi preso por receptação de material roubado. Foto: ...

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Dionathas já foi condenado por roubo e responde ainda por processo de ameaça a mulher. Já Bruno foi preso por receptação de material roubado. Foto: Arquivo Pessoal

Bruno Rodrigues Broetto já responde a outro processo na Justiça, assim como o amigo dele Dionathas Alves Vieira. Bruno foi preso em flagrante, segundo a Justiça, por receptação de duas baterias de torre de celular, que foram roubadas por uma quadrilha, no dia 30 de agosto do ano passado, no interior do Parque Goiapaba-Açu, em Fundão. Ele foi autuado no artigo 180 do Código Penal (receptação).

A polícia chegou até Bruno depois que ele anunciou a venda das duas baterias no Facebook. Os policiais foram à casa do acusado e encontraram os objetos no quarto e no carro de Bruno. Segundo a denúncia, o valor pedido pela quadrilha por cada bateria era de R$ 200, valor bem abaixo do cobrado no mercado, estimado em R$ 1 mil.

No entanto, dia 22 de junho deste ano, a juíza Priscila de Castro Murad suspendeu o processo de Bruno, por dois anos, após o réu aceitar a proposta do Ministério Público para cumprir uma série de condições. Entre elas, se apresentar à juíza da Comarca de Fundão, onde ele mora, uma vez por mês; não fazer uso de drogas; não frequentar “lugares de reputação duvidosa como, bares, botequins e similares”; não portar armas de qualquer espécie; não sair da cidade por mais de 15 dias sem informar a Justiça; não mudar de residência.

A juíza Priscila alertou Bruno que, caso ele descumprisse qualquer uma das condições, como ser processado por outro crime ou por contravenção, durante a suspensão do processo, a ação retomaria “a sua marcha normal, até decisão final”.

Porém, caso Bruno tivesse cumprido todas as determinações do Ministério Público, o processo seria arquivado. O Estado ainda foi obrigado a pagar os honorários do advogado de Bruno, no valor de R$ 300, por ele ter sido designado pela Justiça.

Milena Gottardi, Médica - Oncologista pediátrica Milena Gottardi foi morta a tiros no estacionamento do Hospital das Clínicas, em Maruípe, ao deixar plantão. Foto: Acervo pessoal

Dionathas

Já o carpinteiro Dionathas Alves Vieira, 23 anos, suspeito de matar a médica Milena Gottardi, responde a dois processos na Justiça.

Em uma das ações, ele foi condenado a quatro anos e oito meses de prisão por assalto a mão armada e cumpria a pena em regime semiaberto. A sentença foi proferida pela Justiça no dia 8 de agosto deste ano, pouco mais de um mês antes do assassinato da médica.

A juíza Cláudia Copolillo Ayres, da 2ª Vara da Comarca de Ibiraçu, havia concedido, anteriormente ao criminoso, o direito de recorrer em liberdade e após a condenação, o benefício do semiaberto. Dionathas foi preso no sábado, acusado de matar a médica Milena.

Em outubro de 2016, Dionathas e um cúmplice assaltaram um caminhoneiro e roubaram duas baterias do veículo, em Ibiraçu.

Dionathas responde ainda por ter ameaçado a mulher, no dia 10 de agosto de 2014, sendo preso em flagrante. Ele foi solto no dia 30 de julho de 2015. O processo continua sob responsabilidade do juiz Dener Carpaneda.

 

Reportagem Especial produzida por Erick Alencar, Francine Spinassé, Hemerson Costa, Juliano Viana, Rafael Louzada, Rafael Moura e Tais de Hollanda

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