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Internacional

 Míssil de Kim era ameaça a Guam, dos EUA, diz Japão

O ministro da Defesa do Japão, Itsunori Onodera, disse nesta sexta-feira (15) que a Coreia do Norte tinha em mente a ilha de Guam, dos EUA, ao lançar ...

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O ministro da Defesa do Japão, Itsunori Onodera, disse nesta sexta-feira (15) que a Coreia do Norte tinha em mente a ilha de Guam, dos EUA, ao lançar o míssil que sobrevoou o Japão horas antes (noite em Brasília).

O artefato percorreu uma distância de 3.700 km e sobrevoou o norte do Japão antes de cair no oceano, a quase 2.000 km ao leste da costa da ilha nipônica de Hokkaido. “É um alcance que permite atingir Guam”, disse Onodera, citando a base militar dos EUA no Pacífico que fica a 3.400 km da Coreia do Norte.

Segundo a União de Cientistas Interessados, o teste foi significativo, mas a precisão do míssil, ainda em fase inicial de desenvolvimento, é baixa.

Em agosto, o ditador Kim Jong-un apresentou plano para atacar Guam após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar retaliar Pyongyang com “fogo e fúria”. Poucos dias depois, entretanto, o regime norte-coreano afirmou que iria adiar o ataque.

Segundo Onodera, a Coreia do Norte continuará realizando “ações similares” ao teste de sexta por causa da resolução contra Pyongyang imposta pela ONU nesta semana, na oitava rodada de sanções contra o país desde 2006 devido ao seu programa nuclear. A medida veta exportações têxteis norte-coreanas e restringe o abastecimento em petróleo e gás.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou o último disparo norte-coreano e anunciou que, na semana que vem, o país será tema da Assembleia Geral.

Foi a segunda vez em menos de um mês que um míssil norte-coreano sobrevoou o território japonês. Em 29 de agosto, um míssil balístico de alcance intermediário, o Hwasong-12, percorreu 2.700 quilômetros sobre o Japão antes de se desfazer em pedaços e cair no mar. “O Japão nunca tolerará os perigosos atos de provocação da Coreia do Norte que ameaçam a paz no mundo”, afirmou o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, após o disparo de quinta-feira.

(FOLHAPRESS)

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