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“O coração de mãe fica despedaçado”, diz mãe de médica assassinada

Douglas e Zilca Gottardi, irmão e mãe da médica Milena Gottardi, agradeceram o carinho e o apoio que têm recebido da sociedade. Foto: Rodrigo Gavini ...

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Douglas e Zilca Gottardi, irmão e mãe da médica Milena Gottardi Douglas e Zilca Gottardi, irmão e mãe da médica Milena Gottardi, agradeceram o carinho e o apoio que têm recebido da sociedade. Foto: Rodrigo Gavini

A mãe da médica Milena Gottardi, Zilca Maria Gottardi Tonini, 71 anos, e o irmão, Douglas Gottardi Tonini, 36 anos, contaram em entrevista ao Jornal A Tribuna nesta terça-feira (26) que não sabiam detalhes do relacionamento entre ela e o policial civil Hilário Frasson.

“Essas coisas são particulares. São coisas que a pessoa pensa. Eu ficava com ela, mas não ficava sabendo de muita coisa. O coração de mãe sempre quer que esteja tudo bem, dê muito certo. O coração de mãe não pensa no pior”, disse Zilca ao falar sobre o relacionamento da filha. 

A mãe contou ainda que só foi “ver as coisas” após receber a notícia sobre os tiros. “Ela estava em processo de separação, que ela me avisou que estava em processo de separação. Estava decidida”, disse. “Ela trabalhava demais, às vezes não tinha muito tempo de conversar, mas ela estava tranquila. O coração de mãe quando acontece uma coisa dessa realmente fica despedaçado, é uma coisa que a gente tem que unir os pedacinhos, só que a gente tem fé e é difícil, mas a gente vai conseguir se recuperar.

Douglas destaca que a família falava que estaria a seu lado e, caso de separação. “A minha relação com a minha irmã era de irmão mesmo. A gente se amava muito, se falava semanalmente, diariamente. Ela realmente não era de se abrir muito com a gente”, contou.

“Às vezes, a gente perguntava para ela, como está? Ela respondia que às vezes ele fala umas coisas mais ásperas, mas sem agressão. E a gente falava para ela que se ela quisesse se separar um dia, a gente estaria do seu lado. E ela sempre se abria, me ligava muito, mas sei que no fundo ela deixava de falar as coisas comigo e com a minha mãe para poupar a gente do sofrimento, principalmente com a minha mãe. Então ela se resguardava mais, e falava as coisas para outras pessoas”, contou.

Confira a entrevista completa no Jornal A Tribuna desta quarta-feira (27)

Com informações de Francine Spinassé

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