
A geração que nasceu a partir de 1995, conhecida como geração X e apelidada de geração “smartphone”, apresenta características de um amadurecimento mais lento do que as gerações anteriores, segundo revela uma pesquisa realizada nos Estados Unidos.
De acordo com a professora de psicologia da Universidade de San Diego, Jean Twenge, responsável pelo estudo, esses jovens se mostram menos inclinados a dirigir, trabalhar, fazer sexo, sair com os amigos, ingerir álcool e não estão preparados para a vida adulta.
A pesquisa aborda as consequências da tecnologia na vida comportamental desses jovens, que se desenvolveram menos expostos às situações de risco, chegam ao mercado de trabalho com menos experiências e com bastante dificuldades de tomar decisões.
Segundo a pesquisa, isso tem relação direta com a superconectividade, típica desta geração, que passa em média seis horas por dia conectado à internet. Ela afirma que os jovens de hoje, com 18 anos, agem como agiam os de 15, de gerações anteriores.
Para a psicóloga Roberta Vallory, essa geração carece muito de estímulos para interagir socialmente. “Por isso, são pessoas menos propensas ao sexo, a sair com amigos para beber, a não trabalhar em um ambiente corporativo. É um perigo porque aprendemos uns com os outros e o excesso de tecnologia nos rouba esse aprendizado”, disse.
O professor da UVV Rafael Galvêas destacou o despreparo emocional característico dessa geração. “A geração mais nova está chegando cada vez mais despreparada no mercado para o lado interpessoal. Eles são muito rápidos na parte de tecnologia, mas chegam imaturos emocionalmente para lidar com diferenças”, disse.
Geração smartphone
– Quem nasceu a partir de 1995 cresceu despreparado para a vida adulta, segundo pesquisa norte-americana.
– Esses jovens são menos propensos a dirigir, trabalhar, fazer sexo, sair com amigos e ingerir álcool.
– Essa geração adquiriu a tendência de adiar os prazeres e as responsabilidades.
– Eles são mais tolerantes com pessoas diferentes e mais ativos na defesa de direitos individuais.
– No entanto, possuem altos níveis de ansiedade, depressão e solidão.
Fonte: “IGen: Por que as crianças superconectadas estão crescendo menos rebeldes, mais tolerantes, menos felizes – e completamente despreparadas para a vida adulta”
Carlos Mobutto