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Terceiro lugar em São Paulo, capixaba se prepara para etapa final do mundial de voo livre na Colômbia

Foto: Denilson Rocha O capixaba Frank Brown conquistou o terceiro lugar na categoria open no PWC, o circuito mundial de voo livre que aconteceu em ...

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Frank Brown em Águas da Prata, São Paulo. Foto: Denilson Rocha

O capixaba Frank Brown conquistou o terceiro lugar na categoria open no PWC, o circuito mundial de voo livre que aconteceu em Águas da Prata, São Paulo. A competição terminou no último final de semana e o atleta está muito feliz com o resultado.

“O resultado é muito bom porque são cinco etapas que acontecem no mundo todo. São eventos que tem muitos estrangeiros e essas etapas são qualificação para uma etapa final, que vai acontecer em janeiro na Colômbia”, disse.

No ano passado, Brown conseguiu o mesmo resultado, mas não foi para a final por um motivo muito importante. “Ano passado também fiquei em terceiro na etapa que aconteceu aqui em Castelo. Na final, não pude ir por causa do nascimento da filha Maria, que hoje está com 7 meses e fica bem animada quando coloco vídeos de voos para ela assistir”, comentou.

Frank Brown em Águas da Prata, São Paulo. Foto: Acervo pessoal

A partir de agora, Brown vai focar na preparação para a final. “Agora é fazer treinamento físico e a parte técnica. Voar bastante e consolidar os patrocínios para poder viajar, pois são 15 dias em média fora de casa viajando”.

Para ele, o esporte em si não exige muito da parte física, mas é preciso ter muito preparo. “É um esporte que envolve muita concentração, mas a parte física é importante porque as provas normalmente demoram até 3 horas. A gente passa muito frio, passa calor, fica exaurido. Então, tem que estar bem preparado”.

Além disso, de acordo com Frank, é preciso saber aceitar as imposições da natureza. “Esse campeonato estava na minha mão, mas a natureza não achou que era o meu dia. Muitas vezes você tem que ficar adivinhando o que a natureza vai fazer e aceitar o resultado. Eu trabalho com vento, com nuvem e a natureza é imprevisível”, completou.

Foi através do pai, Morris Brown, que Frank descobriu e se apaixonou pelo voo livre. “Eu pratico a vida inteira. Comecei a voar de asa-delta com 11 anos, em 1981. Foi meu pai que me ensinou a voar. Em 1993 aprendi a voar de parapente e não voltei mais para a asa-delta. Hoje estou com 46 anos, no auge do esporte. Nunca estive tão bem. Já fui vice, quero ganhar na próxima”, revela.

 

Thaís Cardoso

 

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