- Vitória, ES 25°C

Vitória 25°C

Anúncio
Polícia

“Não sei se prefiro achar minha filha viva ou morta”, diz mãe de menina sequestrada

Clemilda, mãe de Thayna, disse que, no desespero, começou uma investigação paralela para tentar localizar a filha. Foto: Luciana Pimentel A ...

Última atualização

Clemilda de Jesus Clemilda, mãe de Thayna, disse que, no desespero, começou uma investigação paralela para tentar localizar a filha. Foto: Luciana Pimentel

A adolescente Thayna Andressa de Jesus Prado, de 12 anos, saiu de casa em uma manhã chuvosa para ir ao supermercado, a pedido da mãe, e desde então não voltou mais para casa. O desespero da família já dura 14 dias.

Nessa terça-feira (31), quando a Polícia Civil divulgou um vídeo que a própria mãe da menina conseguiu, ela falou da dúvida que a atormenta: “Já não sei se prefiro encontrar minha filha viva ou morta”, desabafou a costureira Clemilda de Jesus, 38 anos.

As imagens que ela cedeu à polícia mostram Thayna entrando no Gol placa MTN-8789, que seria conduzido por Ademir Lúcio Pereira de Araújo, 52, suspeito de sequestrar a menor. A abordagem teve início às 8h37 do dia 17 de outubro.

Nas imagens é possível ver Thayna andando com uma sombrinha, pela calçada de uma avenida, quando o Gol para no acostamento. O motorista chama a atenção da menina, que se aproxima do veículo e passa um minuto e meio conversando com ele. Nesse tempo, ela chega a recuar, mas volta para perto da janela. A porta do carro se abre, ela entra, senta no banco do carona e o veículo sai.

Ademir deixou a prisão em dezembro de 2016, onde cumpriu pena pelos crimes de roubo, estelionato e homicídio. O tempo de prisão não foi revelado pela polícia. Segundo o delegado José Lopes, Ademir fez duas vítimas em três dias: no dia 14 de outubro, violentou uma menina de 11 anos e, no dia 17, teria sequestrado Thayna no bairro Universal, em Viana.

O delegado investiga se Ademir é conhecido da família, já que o vídeo mostra que a criança não mostrou resistência para entrar no carro. Sobre o veículo, o delegado explicou que é da namorada de Ademir. Em depoimento, ela disse que desde o dia que ele violentou a primeira vítima está foragido.

“Preciso que a população denuncie onde ele está, porque ele violentou duas meninas e pode violentar mais, porque é perigoso. Acredito que ela está viva, mas conforme vai passando o tempo, isso vai ficando mais difícil. Precisamos correr para localizar essa menina com vida”, pediu o delegado.

Ademir está com prisão temporária decretada por estupro de vulnerável e possível homicídio. Denúncias podem ser feitas pelo 181.

A entrevista completa com a mãe de Thayna você lê na edição desta quarta-feira (1º) do jornal A Tribuna.

Reportagem: Luciana Pimentel

Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.