Ao ver uma mulher ser agredida pelo companheiro, durante um baile do Mandela, no bairro Primeiro de Maio, em Vila Velha, o medidor de gás Edmar José Duarte Mota, de 41 anos, acabou morto a tiros na frente da filha.
A jovem, de 20 anos, também foi ferida por um tiro em um dos dedos da mão direita ao tentar ajudar o pai na briga com o atirador.
De acordo com os investigadores da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o crime aconteceu por volta das 3h30, na rua Paulo Neves, onde ocorrida a festa clandestina.
Os investigadores relataram que pai e filha estavam na festa com amigos, quando Edmar viu o criminoso discutindo e agredindo a companheira.
Segundo os investigadores, Edmar foi na direção do casal e pediu que o criminoso parasse de bater na mulher, na tentativa de separar a briga. Entretanto, o acusado não teria gostado da atitude de Edmar.
A filha do medidor de gás informou aos policiais que o bandido sacou uma pistola prateada e apontou para a direção de Edmar. Nesse momento, outras pessoas que estavam perto do atirador, chegaram a segurar e levantar o braço do criminso para o alto com o objetivo de impedir que ele atirasse já que muitas pessoas estavam no local e poderiam ser atingidas pelos tiros.
Edmar foi para cima do suspeito, segundo os investigadores, e os dois entraram em luta corporal. Em determinado momento da briga, o atirador conseguiu se desvencilhar de Edmar e efetuou disparos na direção da vítima. Edmar foi atingido por três tiros – cabeça, barriga e em uma das virilhas.
Ao ver o pai em luta com o atirador, a filha tentou ajudar o pai e acabou levando um tiro em um dos dedos da mão direita.
Pai e filha foram socorridos por frequentadores da festa a um hospital em Alecrim, Vila Velha, porém Edmar não resistiu aos ferimentos e morreu logo após dar entrada na unidade. A filha dele foi atendida, medicada e liberada.
Após atirar contra pai e filha, o criminoso fugiu. Buscas foram feitas pela Polícia Militar, mas nenhum suspeito do crime foi localizado.
O corpo de Edmar foi encaminhado ao Departamento Médico Legal (DML), em Vitória. O caso será investigado pela Delegacia de Crimes Contra a Vida (DCCV) de Vila Velha.
Leone Oliveira