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Governo vai fazer ajustes na nova lei trabalhista

Os brasileiros já contam com uma nova legislação trabalhista. Porém, muitos pontos ainda estão em negociação para mudar novamente por meio de projeto ...

Governo vai fazer ajustes na nova lei trabalhista
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Os brasileiros já contam com uma nova legislação trabalhista. Porém, muitos pontos ainda estão em negociação para mudar novamente por meio de projeto de lei a ser preparado pelo governo.

Entretanto, a forma dos ajustes ainda está em discussão no Planalto. A promessa de Temer, feita a senadores, era editá-los por meio de medida provisória, mas o governo avalia a possibilidade de optar por um projeto de lei por causa da reação negativa do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, ao excesso de MPs editadas pelo Presidente.

Senadores acordaram que aprovariam a reforma trabalhista, sem alterações, para evitar que o texto voltasse para a Câmara. A MP tem força de lei, ou seja, começa a valer no momento de sua publicação, apesar de depois ter que ser aprovada pelo Congresso em um prazo de até seis meses.

Um dos pontos a serem modificados é o trabalho intermitente. A reforma criou a modalidade de contrato, mas não prevê quarentena para o caso de a empresa demitir o funcionário e recontratar como intermitente.

Está sendo negociada a fixação de um intervalo mínimo para isso. Outro ponto importante que pode sofrer mudanças é a jornada de 12 horas por 36 horas de descanso.

O texto que entra em vigor hoje permite que a adoção da carga horária seja feita por negociação individual, mas pode voltar a ser como é atualmente, por negociação coletiva. Outra questão polêmica é a permanência de gestantes em ambientes insalubres, permitida pelo texto que entra em vigor hoje. A expectativa é que sejam impostas restrições.

Pronunciamento

O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, fez pronunciamento em rádio e TV ontem. Ele reafirmou o discurso de que a reforma trabalhista veio para gerar empregos e não para retirar direitos.

“A modernização teve como base três eixos: consolidar direitos, promover a segurança jurídica e gerar empregos.”

E explicou: “Consolidar direitos, pois direito não se revoga, apenas se aprimora. Promover a segurança jurídica, pois apenas ela traz crescimento econômico duradouro. E apenas o crescimento econômico pode gerar empregos, o maior de todos os direitos do trabalhador. Assim, foram mantidos todos os direitos trabalhistas”, disse Nogueira.

Andreia Ferreira, Carlos Mobutto, Eliane Proscholdt e Francine Spinassé

 

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