
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) decidiu interditar o aeroporto de Guarapari por tempo indeterminado. O pedido de adiamento da interdição, por 120 dias, feito pela bancada federal capixaba, chegou atrasado. A decisão de fechar o terminal já estava tomada desde a semana passada.
Segundo a Anac, a Prefeitura de Guarapari foi notificada das falhas na segurança desde abril.
Para o coordenador da bancada federal, deputado Marcus Vicente (PP), a questão agora está por conta da prefeitura local, que é a administradora do aeroporto, e havia considerado as falhas apontadas “como fáceis de serem resolvidas”.
Vicente espera que antes do verão as obras sejam concluídas para não prejudicar o turismo. Já o deputado Evair Mello (PV) lembrou que o turismo capixaba tem em Guarapari sua principal fonte de renda, e que é preciso dar prioridade as adequações necessárias para reabrir o aeroporto.
“Com aeronaves menores, se o aeroporto der condições, é bem provável que tenhamos voos regionais, com aeronaves menores vindas de Minas Gerais durante o verão”, disse.
São quatro as principais falhas apontadas pela fiscalização da Anac, realizada em setembro.
As barreiras atuais de segurança do aeroporto não impedem a entrada de animais e pessoas, e árvores dificultam a visualização da pista. Existe também ausência de manutenção dos auxílios visuais.
Já a sinalização horizontal da PPD (pontos de parada) e da TWY (taxiamento) do pátio está em más condições de manutenção; e várias luminárias do sistema de balizamento noturno estão danificadas.
Inaugurado em 1987, o terminal é administrado pela Prefeitura de Guarapari desde 2013.
Marcos Rosetti, de Brasília