
Para o especialista em empreendedorismo e coordenador da pós-graduação da faculdade Multivix, Adriano Salvador, a época natalina registra um aquecimento da economia informal.
“É uma alternativa de implemento de renda, mas não necessariamente só das pessoas que estão desempregadas. Algumas fazem isso como uma fonte alternativa de dinheiro, porque nessa época há muita demanda”, disse Adriano.
Mas, segundo ele, não dá para se arriscar em qualquer negócio. “Acima de tudo, é preciso empreender naquilo que o consumidor busca. É um tipo de negócio que acontece muito por encomenda”, revelou, ressaltando que o cliente pode até ser fidelizado e voltar a comprar no próximo ano.
Cuidados
O professor de empreendedorismo da Universidade Vila Velha, Rafael Galvêas, disse que os negócios de fim de ano podem até mesmo se tornar permanentes, mas recomendou alguns cuidados antes de enveredar por esse caminho.
“É preciso ter em mente que são produtos e necessidades que são sazonais, e vão acabar no início do ano, portanto, é preciso ter cuidado. Mas acontece muito de as pessoas abrirem um negócio temporário para renda extra no fim do ano e depois acabarem largando o emprego para focar somente nesse negócio”, avaliou.
Segundo Rafael, existe muita demanda de serviços de bufê, ceias de Natal e Ano Novo, que cria oportunidades de renda. Ele também destacou a oferta de serviços para aqueles que estão em viagem, fora de casa. “Quando as pessoas estão viajando, estão mais propensas a gastar dinheiro”, opinou o professor.
Fernando Bianchi
