Uma droga mais forte e de alto custo. Assim é definido o skunk colombiano, droga parecida com a maconha, que era vendida por dois jovens do Estado. Segundo a polícia, o entorpecente era comprado de traficantes da Colômbia, de um grupo dissidente das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), e comercializado na Grande Vitória em portas de faculdades e festas.
O delegado adjunto da Delegacia Especializada de Tóxicos e Entorpecentes (Deten), Augusto Giorno, disse que a descoberta foi feita durante investigações sobre o tráfico de drogas que abastece universitários de faculdades particulares da Grande Vitória.
Em uma das operações, no dia 24 de agosto deste ano, o designer gráfico David Adam da Silva Galdino, 27 anos, foi preso em frente a uma universidade particular de Vila Velha. Na ocasião, o acusado estava com 5,5 quilos de skunk colombiano e 490 comprimidos de ecstasy.

“Esse skunk colombiano é novo no Estado. Foi a primeira apreensão que temos conhecimento. A partir dessa prisão, começamos uma investigação para saber a rota de entrada dessa droga”.
Segundo Giorno, o quilo do skunk colombiano era vendido por até R$ 15 mil no Estado.
A equipe da Deten descobriu que David conseguia a droga com um empresário do setor de turismo de Manaus (AM). “Esse empresário tinha contato com um grupo colombiano que fornecia esse tipo de skunk”, disse o delegado.
David viajava até o Norte do País, onde comprava a droga do empresário e trazia para o Estado de avião. Para conseguir comprar, o acusado tinha como sócio Bruno Garcia Campos, 21, preso no último dia 17. Ele emprestou R$ 10 mil para o designer realizar a compra.

David está preso preventivamente e Bruno por conta de mandado de prisão temporária por tráfico e associação ao tráfico. O empresário de Manaus está foragido.
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Reportagem: Leone Oliveira