Visibilidade ao Estado e a Hartung
Embora vistas com desconfianças por boa parte dos brasileiros, as mudanças feitas no comando da Polícia Federal podem ser boas para o País e, sem sombra de dúvidas, são ótimas para o Estado. Primeiro, pelo time que está se formando.
O novo diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segóvia, esteve ontem no Estado para tratar da ida do secretário Eugênio Ricas para o comando da maior operação de combate à corrupção do País. Os dois têm currículos impecáveis, ainda que Segóvia tenha o carimbo de políticos alvos de investigações. “Conheço todos e nenhum tem perfil de abafar nada”, disse o secretário Rodney Miranda, que também fez carreira na Federal.
À frente da Secont, Ricas teve destaque nacional e é a menina dos olhos do governador, tanto que já era cogitado como um bom nome para as eleições de 2018. Mas o Estado não perde. Pelo contrário, ceder um secretário para o cenário nacional (é o 3º) dá visibilidade ao Estado e ao governador, que tem se empenhado para ter seu nome numa chapa presidencial.
Cotado para substituir
O governador vai discutir com Eugênio Ricas e com sua secretária de Governo, Ângela Silvares, o nome do próximo secretário de Transparência.
Nos bastidores, um dos nomes cotados é o do subsecretário de Integridade Governamental e Empresarial, Leandro Piquet, que também é delegado, mas da Polícia Civil, e atua como braço direito de Ricas na Secont.
Dilemas no ninho
O deputado Sergio Majeski (PSDB), adversário do Palácio Anchieta e do novo presidente do PSDB, o vice-governador César Colnago, chegou a cogitar deixar o partido caso Colnago virasse presidente.
Porém, o grupo que o apoia tem outros planos: não só quer que ele fique, como também que ele seja candidato ao Senado pelo partido.
Sistema Único de Segurança
O diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segóvia, veio ao Estado também para tratar com o governador sobre uma política de integração entre as secretarias de segurança pública do País, uma espécie de “Sistema Único de Segurança”.
“Falamos sobre a integração da Federal com as polícias locais e, quem sabe lá na frente, ter um fundo para financiar um Sistema Único de Segurança”, disse Hartung.
Moqueca conhecida!
O governador Paulo Hartung pensou que apresentaria a moqueca capixaba para o diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segóvia, em almoço ontem, mas ficou frustrado. Segóvia já morou no Estado e já conhecia o prato. O pai do novo xerife da PF é capixaba e foi comerciante na região da Vila Rubim.
Troca ou não troca?
Questionado se trocaria o comando da Superintendência da Polícia Federal daqui do Estado, o diretor-geral da PF, Fernando Segóvia, disse que não veio tratar desse assunto, mas também não descartou mudanças. Hoje o superintendente é o delegado Ildo Gasparetto. “Vim especificamente para tratar do convite ao delegado Eugênio Ricas. Se houver mudanças, vou tratar depois”. Como o cargo de superintendente é de confiança, é natural que haja trocas.
Direita brasileira
O deputado federal Jair Bolsonaro vai dar uma palestra no ginásio do Álvares Cabral hoje com o tema: “A evolução da direita, segurança e cidadania”. O evento é gratuito.
Combate ao suicídio
O deputado Rafael Favatto protocolou projeto que prevê a instalação de placas com frases de motivacionais ao longo da Terceira Ponte para prevenir a ocorrência de suicídios. Cita exemplo da Coreia do Sul, que diminuiu o número de suicídios em 85%.
Ressaca tucana
O vice-governador César Colnago esticou as férias até ontem.
Entre tapas e beijos?
“Nossa relação será maravilhosa, melhor do que já foi.” Do diretor-geral da PF, Fernando Segóvia, ao ser questionado como será a relação entre Federal e MPF daqui pra frente.
