
“É difícil passar por isso, a gente fica meio cabreiro agora”. A fala é de Jarbas Carneiro Gasparini, de 68 anos, funcionário do açougue onde um bandido fez onze reféns na manhã deste sábado, no bairro Cristóvão Colombo, em Vila Velha. Jarbas, outros 4 funcionários e mais 6 clientes ficaram sob a mira de uma pistola 9mm, que é uma arma de uso restrito.
“Ele estava armado, mas muito tranquilo, acalmando a gente. É difícil passar por isso, a gente fica meio cabreiro agora, porque isso nunca tinha acontecido, mas tem que trabalhar, né?”, falou.
Renato Siqueira, dono do açougue, contou que estava na outra loja da família quando recebeu uma ligação informando que seus funcionários estavam reféns de um bandido dentro da loja. “Fiquei tenso, assustado, porque meus funcionários me ajudam todos os dias e eu não podia fazer nada. Graças a Deus ninguém se machucou, isso é o mais importante”, frisou.
O comerciante lembrou que a loja é tradicional e está aberta há 25 anos, sem nenhuma ocorrência desse tipo. “Tem um movimento grande de clientes. Se ele chegasse uma meia hora mais tarde, teria muito mais gente aqui. Fiquei em estado de choque com a notícia, porque a gente vê a violência, mas acha que nunca vai acontecer com a gente”, lembrou.
Ele elogiou o trabalho da polícia. “Foram eficientes, em momento algum ninguém correu risco de tomar um tiro, eles estão de parabéns, o trabalho foi muito bem feito”, falou Renato Siqueira.
Morador da rua onde fica o açougue, o advogado Almir Dimbarri, de 45 anos, também parabenizou a polícia pelo trabalho. “Eles conduziram de forma correta, não houve nenhum refém machucado. Final de ano é normal isso acontecer, sempre aumentam os assaltos, mas poderia ser pior se o policiamento não tivesse feito o seu trabalho de forma nobre”, frisou.
O vice-presidente da Associação de Moradores do bairro, Ademir Pontini, cobrou aumento no policiamento. “Aumenta o movimento aumentam os crimes, isso é nítido”.
Com informações de Rafael Louzada