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‘Momento maravilhoso’ chega tarde e Atlético-MG já lamenta fim do Brasileirão

No comando do Atlético MG, Oswaldo de Oliveira teve um aproveitamento "de campeão". Foto: Bruno Cantini / Atlético Correndo risco real de ficar fora ...

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No comando do Atlético MG, Oswaldo de Oliveira teve um aproveitamento “de campeão”. Foto: Bruno Cantini / Atlético

Correndo risco real de ficar fora da Libertadores após cinco anos consecutivos, o Atlético-MG vive uma mistura de sentimentos neste fim de ano. De um lado, a esperança em alcançar uma vaga no G-7 ou possíveis G-8 e G-9. De outro, a lamentação pela chegada tardia de Oswaldo de Oliveira, que ganhou o grupo e melhorou a equipe, mas não teve tempo suficiente para alcançar voos mais altos na tabela. Instável durante quase todo o Brasileirão, o time mineiro só começou a reagir no fim de setembro e pode pagar caro no desfecho do campeonato.

“Não sei como chegaremos, mas agora temos de descansar e estudar as chances, é o que resta. É uma pena terminar o campeonato agora, depois da chegada do Oswaldo, a equipe vem crescendo e estamos vivendo um momento maravilhoso”, comentou o lateral Fábio Santos, após o empate contra o Corinthians.

De fato, Oswaldo de Oliveira deu uma nova cara ao Atlético-MG. Isso aconteceu a partir da 26ª rodada, no fim de setembro. De lá pra cá, o clube de Belo Horizonte só não pontuou mais que o Vasco e o São Paulo. Foram apenas duas derrotas em 12 partidas com o treinador. Nas outras dez, venceu cinco e empatou a outra metade. O time deixou a ameaça do rebaixamento de lado e passou a brigar por uma vaga na Libertadores, mas as mudanças também aconteceram de outras formas. Jogadores como Robinho e Fred voltaram a se destacar e o time, que só perdeu um jogo em casa, um dos seus principais problemas no turno.

Se o Atlético mantivesse o atual desempenho de Oswaldo (55,5%) também com os antecessores Roger Machado e Rogério Micale, a equipe estaria hoje com 61 pontos, brigando entre os quatro primeiros por uma vaga na fase de grupos da Libertadores. Como isso não aconteceu, o Atlético-MG precisa não só fazer sua parte, mas torcer para Grêmio e Flamengo se darem bem na Libertadores e Sul-Americana, respectivamente, para ver seu objetivo com um pouco mais de otimismo.

“Falei com os jogadores, é claro que aumenta a dificuldade de conquistar uma vaga, mas buscaremos até o fim. Pode ser que a gente consiga. Tem algumas coisas para acontecer, vamos insistir com isso, eu alertei isso a todos”, comentou Oswaldo.

Na última rodada, o Atlético-MG pegará o Grêmio dentro do Independência. Até lá, o time já saberá se a luta continuará sendo pelo atual G-7 ou pelo G-8, caso o tricolor fature a Libertadores. Além de fazer seu dever de casa, a equipe mineira ainda terá que torcer contra pelo menos dois concorrentes diretos: o Flamengo, Vasco, Botafogo e a Chapecoense.

 

Agência Folhapress

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