
Mesmo de dentro da cadeia, o policial civil Hilário Antônio Fiorot Frasson, de 44 anos, contratou um eletricista para ir até o apartamento da mulher, a médica Milena Gottardi, 38, no final de outubro deste ano.
A denúncia está em um requerimento protocolado pelo advogado da família da médica e assistente de acusação, Renan Sales, junto ao Ministério Público Estadual (MP-ES).
O documento protocolado em 26 de outubro, requeria a oitiva do eletricista e de pessoas que presenciaram a ida dele ao prédio, além das imagens das câmeras de videomonitoramento do edifício.
Hilário estava preso no 20ª Distrito Policial (DP) de Novo México, em Vila Velha, desde o dia 21 de setembro.
Entretanto, o juiz da 1ª Vara Criminal de Vitória, Marcos Pereira Sanches, determinou na última quarta-feira (8) a transferência do ex-marido de Milena para a Penitenciária de Segurança Média I (PSME I), em Viana.
Segundo o que foi apurado pela acusação e descrito no requerimento, um homem, que se identificou como eletricista contratado por Hilário esteve no edifício onde fica o apartamento de Milena, na Praia do Canto, em Vitória, às 16h45 do dia 24 de outubro.
“Fomos informados que um cidadão foi ao edifício onde morava Milena. Ele pediu ao porteiro que interfonasse pra uma vizinha, que teria chave do apartamento da Milena, para que ele entrasse no imóvel. A moradora não autorizou a entrada e avisou a família sobre o ocorrido”, explicou Sales.
O advogado ressaltou que, desde a morte da médica, em 15 de setembro, não há moradores no apartamento que pertencia à Milena.
“O primeiro ponto que nos chamou a atenção foi que, independentemente de que ele seja eletricista, é curioso o fato do Hilário, mesmo preso, ter contato com pessoas externas a não ser aquelas autorizadas por lei, como advogados, familiares cadastrados no sistema da Secretaria de Estado da Justiça e autoridades que investigam o caso. O segundo ponto é que não tem ninguém morando no apartamento. Por que ele ia querer entrar no local? Ele falou que ele teria ido ao local para pegar carnês, o que é estranho”, afirmou.
De acordo com ele, foi solicitado à Polícia Civil que colhesse as provas requeridas e as encaminhasse à 1ª Vara Criminal de Vitória.
A reportagem completa você lê na edição desta sexta-feira (10) do jornal A Tribuna.
Reportagem: Leone Oliveira