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Aposentada expulsa de prédio pela Justiça diz que vai viver na rua

Lucia Rocha diz que vai morar em frente ao TJES. Foto: Rodrigo Gavini Após reclamação de moradores de um condomínio em Jardim Camburi, Vitória, a ...

Aposentada expulsa de prédio pela Justiça diz que vai viver na rua
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Lucia Rocha diz que vai morar em frente ao TJES. Foto: Rodrigo Gavini Lucia Rocha diz que vai morar em frente ao TJES. Foto: Rodrigo Gavini

Após reclamação de moradores de um condomínio em Jardim Camburi, Vitória, a aposentada Lucia da Rocha, 62, foi expulsa nessa segunda-feira (6) do prédio onde morava há mais de cinco anos.  Vestida com peruca e nariz de palhaço em forma de protesto, ela contou que agora vai morar dentro do carro, na rua, em frente ao Tribunal de Justiça do Estado (TJ-ES), na Enseada do Suá.

Em uma decisão liminar considerada “inusitada”, a Justiça determinou a “exclusão” da moradora do condomínio, em agosto deste ano. Ela recorreu, mas, em segunda instância, a Justiça manteve a decisão. A expulsão foi publicada com exclusividade por A Tribuna, em setembro.

De acordo com Lucia, a decisão foi injusta e motivada por perseguição por parte dos demais moradores, que não aceitavam que ela reclamasse de irregularidades que eles cometiam no condomínio. “Tenho mais de 60 anos e sou diabética. Agora tive de sair de casa, que paguei e escolhi para viver. Eles fizeram isso pois eu reclamava quando via algo errado no prédio”, argumentou.

Segundo a moradora, agora ela não tem onde morar e vai dormir por tempo indeterminado na frente do Tribunal de Justiça. Em seu carro, ela colocou vários cartazes de papelão, chamando o Tribunal de Justiça (TJ-ES) de “novo lar”. Diz ainda o número do processo que motivou a expulsão.

Já na ação, movida pelo condomínio, os moradores relatam vários problemas que tiveram desde 2011 com Lucia, inclusive que ela teria colocado papel higiênico em maçanetas, jogado lixo pelas escadas e ainda tratado mal funcionários do condomínio, moradores e prestadores de serviço.

Lucia nega qualquer tipo de discussão com outros moradores e fatos relatados no processo. Diz, ainda, que na noite dessa segunda, o código de acesso ao prédio foi trocado e sua filha, que ainda mora no local, não conseguiu entrar no apartamento.

Nos trechos da decisão na Segunda Câmara Cível, o desembargador Fernando Estevam Bravin Ruy cita que “a convivência da ré com os demais condôminos se tornou insustentável, havendo fortes indícios de que pratica reiterados comportamentos antissociais e ofende o interesse coletivo.”
Francine Spinassé e Carlos Mobutto

A reportagem completa você lê na edição desta terça-feira (7) do jornal A Tribuna.

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