
Diante de casos de desaparecimentos em todo o Brasil, como no caso do sequestro da menina Thayná Andressa de Jesus Prado, de 12 anos, em Viana, no último dia 17 de outubro, a Câmara dos Deputados aprovou no plenário um projeto que prevê a criação de um cadastro nacional de pessoas desaparecidas disponível na on-line.
A iniciativa fez parte do pacote de medidas sobre segurança pública que foram votadas na última semana na Casa. O texto agora segue para análise do Senado e não há prazo para o fim de sua tramitação.
O projeto prevê que os dados elaborem relatórios anuais com o número total de desaparecidos, a quantidade de casos, a causa dos desaparecimentos e a quantidade de casos solucionados.
Também prevê a criação de um alerta a ser veiculado em rádios e redes de televisão para auxiliar na busca de crianças desaparecidas, como no caso da menina Thayná. Atualmente, já existe um cadastro do gênero crianças e adolescentes desaparecidos, mas o número de casos está defasado: somente 368 estão registrados — sendo que cinco são do Espírito Santo.
A inclusão depende de que um usuário no site www.desaparecidos.gov.br faça uma cadastro e registre dados pessoais para, então, divulgar a pessoa desaparecida.
Na Grande Vitória, dados da Delegacia de Pessoas Desaparecidas (DPD) apontaram, de janeiro a setembro deste ano, o sumiço de 196 crianças e adolescentes na região.

Ainda sobre o quantitativo da delegacia, 31 adolescentes, de 12 a 17 anos, não retornaram para suas casas durante este período.
Investigações
Na última sexta-feira (10), a polícia encontrou numa área de matagal e de lagos, em Areinha, Viana, uma ossada de uma menina adolescente. O trabalho para identificação dos restos mortais, a partir de exames de DNA, pode demorar até 30 dias. Só a partir dele será possível definir se são ou não da menina Thayná.
O delegado José Lopes, titular da DPD e da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) contou que a mãe da menina, Clemilda de Jesus, 38, pediu para ver a ossada e as vestes encontradas. No entanto, ao padrasto reconhecer uma das vestes como de Thayná, Clemilda passou mal, não viu a ossada e nem fez exame para colher material genético. O suspeito do sequestro, Ademir Lucio Ferreira de Araújo, está foragido.