
Há pelo menos seis anos, Bruno Fratus está entre os homens mais rápidos do mundo. Não há final de grande competição sem que o brasileiro esteja lá presente. Se não como grande favorito, nunca como azarão. Mas o brasileiro nunca se contentou com o papel de coadjuvante.
Neste sábado (29), Fratus é o protagonista. Afinal, conquistou a medalha de prata nos 50m livre no Mundial de Budapeste, com o tempo de 21s27, seu recorde pessoal.
A medalha de ouro foi para o norte-americano Caeleb Dressel, novo astro da natação, que ganhou o ouro com 21s15. O bronze ficou com o britânico Benjamin Proud, com 21s43. Cesar Cielo amargou um oitavo lugar, com 21s83.
“Para mim acabou o pesadelo. Finalmente melhorei tempo, na melhor competição da minha vida. É que o cara é um monstro (Caeleb). Gostaria de ter ganho, mas estou me sentindo muito bem com a medalha de prata”, declarou Fratus ao “Sportv” na saída da piscina em Budapeste.
“Nadei o melhor que eu tinha, não tão rápido como em algumas vezes. O resultado não é o que eu gostaria, em relação ao tempo, mas a colocação faz parte. Estou feliz. Subir pódio, entrar na final dos 50 m livre de novo, é o que eu queria. Agora é continuar treinando, buscar minha fome alguns anos atrás”, afirmou Cielo ao “Sportv”.
Fratus nasceu para ser estrela, como Cesar Cielo e Thiago Pereira, mas até agora os resultados e o fato de morar longe da imprensa e do público brasileiro pareciam impedi-lo de assumir esse papel.
O segundo item continuará a ser assim – ele não pretende voltar dos Estados Unidos, onde mora com a esposa e treina em Auburn –, mas o primeiro tem tudo para mudar a partir da medalha deste sábado. Até porque a final deste sábado foi entre os homens mais rápidos do mundo.
Dos melhores da atualidade, nenhum ficou fora por lesão, ou por qualquer tipo de “ano sabático” – natural no pós-Olimpíada. Mesmo Cesar Cielo estava lá para assistir de perto ao feito de Fratus, a quem não vence nos 50m livre faz tempo.
Reportagem: Demétrico Vecchiolli (UOL/Folhapress)