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Saúde

Doenças modernas desafiam medicina

Foto: Antonio Moreira/AT Segundo especialistas, rotina agitada e excesso de informação têm causado estresse, depressão e até transtornos em crianças ...

Última atualização

Foto: Antonio Moreira/AT

Segundo especialistas, rotina agitada e excesso de informação têm causado estresse, depressão e até transtornos em crianças

A vida corrida, o estresse excessivo, a informação acelerada e em grande quantidade e a dificuldade de lidar com problemas e pressões sociais têm aumentado o número de pacientes com doenças da vida moderna, segundo especialistas, e se tornado um desafio para a medicina.

Entre as doenças, transtornos e síndromes estão o transtorno opositor desafiador (TOD) – agressividade em crianças e adolescentes; a síndrome de Burnout – o estresse excessivo e cansaço mental devido ao trabalho; e o vício em internet.

Para o neurologista e neurocirurgião José Augusto Lemos, o maior desafio é a orientação adequada aos pacientes. “O principal desafio é o médico ou psicólogo orientar para o tratamento correto e para melhores hábitos de vida.”

A psiquiatra da MedSênior Mariana Herkenhoff afirmou que o transtorno de jogo foi adicionado à última edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, feito pela Associação Americana de Psiquiatria.

“O transtorno é caracterizado por comportamento problemático persistente, levando a sofrimento, preocupação frequente, angústia. Além do jogo, está sendo estudada a dependência em internet, que é cada vez mais frequente. O uso de smartphones contribui ainda mais para aumento dessa doença.”

A psicóloga e escritora Lilian Zolet ressaltou que a falta de limites é um dos motivos para a síndrome do imperador em crianças e adolescentes. “São crianças birrentas, que mandam em casa, são agressivas e mentem. Uma das causas são pais permissivos, que sufocam no amor e não conseguem dar limites e dizer ‘não’.”

O psiquiatra e professor da UVV Valber Dias Pinto explicou que o ser humano costuma mudar o objeto da sua dependência.

“A dependência pode surgir, pois todos têm um sentimento de vazio, ainda que leve, que os deixam insatisfeitos. Isso pode levar a pessoa para algo bom, como a prática de esportes, mas pode levar para vícios, como em internet e comer em excesso.”

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Ansiedade em excesso pode levar à falha no sexo

O temor de desempenho é um sentimento de agitação e nervosismo que causa insegurança quando a pessoa é submetida a um estresse psicológico motivado por vergonha, medo de falhar, falar em público, conforme explicou a sexóloga e palestrante Leila Campos.

A ansiedade por um encontro, por exemplo, pode levar a um mau desempenho sexual, pelo medo de algo errado ocorrer no sexo, segundo especialistas.

“Estresse e ansiedade excessivos estimulam a produção de cortisol e adrenalina que, em grandes quantidades, diminui a circulação sanguínea nos órgãos genitais e prejudicam a vida sexual”, explicou Leila.

O sexólogo e consultor em sexualidade Ricardo Vieira ressaltou que a preocupação excessiva pode levar à disfunção erétil, e o receio e a vergonha em falhar novamente pode levar o homem a se isolar.

“A comunicação franca é fundamental para que a relação não fique desgastada. A terapia sexual é importante para o tratamento das inadequações e disfunções.”

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Síndrome do imperador

A síndrome ou o transtorno opositor desafiador se caracteriza por crianças que se divertem com o sofrimento dos outros, que chamam a atenção pela agressividade exagerada, fracasso em controlar seu comportamento dentro das regras sociais, com o não cumprimento de regras na escola e em casa. São crianças com pouca empatia, que mentem sempre e sem remorso.

Síndrome de Burnout

É o estresse excessivo, um esgotamento profissional. Se caracteriza por exaustão emocional, avaliação negativa de si mesmo, depressão e insensibilidade com relação a quase tudo e todos (até como defesa emocional). Geralmente, incorpora sentimentos de fracasso.

Seus principais indicadores são: cansaço emocional, despersonalização, falta de realização pessoal, dores de cabeça, problemas digestivos, erupções cutâneas, resfriados constantes, alterações de apetite, fadiga, dificuldade de concentração, vazio mental, esquecimentos, frustração, agressividade e solidão.

Transtorno de jogo

Caracterizado por comportamento de jogo problemático recorrente levando a sofrimento, podendo apresentar sinais como inquietude ou irritabilidade quando tenta reduzir ou interromper o hábito; preocupação frequente com o jogo; frequentemente joga quando se sente angustiado; mente para esconder a extensão de seu envolvimento com o jogo; necessidade de apostar quantias de dinheiro cada vez maiores. São incluídos os jogos on-line também.

Depressão

Considerada o mal do século, cursa com sentimento de tristeza intensa, profunda e persistente, angústia, ansiedade, insônia, falta de energia e redução da atividade e da autoestima. É uma perda ou diminuição de interesse e prazer pela vida, sensação de impotência frente aos problemas. Pode levar até mesmo ao suicídio.

Vício em internet

Esse tipo de dependência está cada vez mais frequente. O uso de smartphones contribui ainda mais para o aumento da ocorrência da doença. Entre os sintomas estão preocupação excessiva com a internet

; necessidade de aumentar o tempo conectado para ter satisfação; exibir esforços repetidos para diminuir o tempo de uso da internet; irritabilidade e/ ou depressão; permanecer mais conectado do que o programado; ter o trabalho e as relações familiares e sociais em risco pelo uso excessivo; e mentir a respeito da quantidade de horas conectadas.

Síndrome do pensamento acelerado

É o resultado do excesso de atividades e de estímulos sociais que a sociedade é submetida diariamente, e impede o desenvolvimento de funções da inteligência, como refletir antes de reagir, expor e não impor ideias, exercer a resiliência, colocar-se no lugar do outro.

Entre os sintomas estão ansiedade excessiva, irritabilidade, flutuação emocional, inquietação, intolerância a contrariedades, déficit de concentração, esquecimento, fadiga excessiva e cansaço ao despertar, dores de cabeça e musculares, queda de cabelo e gastrite.

Ortorexia

É a ingestão em excesso de alimentos considerados saudáveis e naturais. O problema é quando o comportamento se torna uma obsessão, quando o paciente, em hipótese alguma, ingere corantes, alimentos transgênicos, entre outros, sem tolerar o que não for natural. Há casos de pessoas deixarem de comer, pois só comem o que elas mesmas cozinham. O comportamento se deve ao culto ao corpo e à busca incessante por um padrão de beleza nem sempre alcançável.

Vigorexia

Também chamado de transtorno dismórfico muscular, é ligado à distorção da imagem corporal e à autoestima. O paciente enxerga seu corpo pequeno e isso gera compulsão por musculação, uso de esteroides e anabolizantes.

O comportamento excessivo também se deve ao culto ao corpo e à busca incessante por um padrão de beleza nem sempre alcançável, tornando-se uma obsessão. Se a pessoa não faz atividade física no dia, ela sente taquicardia, sudorese, tremores na musculatura, como se ela necessitasse daquilo para viver.

Síndrome do pânico

Se caracteriza pela ocorrência repentina, inesperada e aparentemente sem causa de crises de ansiedade marcadas por muito medo e pavor, associadas a sintomas físicos e emocionais. Durante o ataque de pânico a pessoa experimenta inúmeras sensações negativas, mas as mais fortes são de medo de morte e descontrole sobre si. Entre os principais gatilhos da doença estão o mundo competitivo e o medo da violência nas ruas.

Transtorno de ansiedade

É quando a ansiedade se torna excessiva, afetando a rotina. É caracterizado por preocupação excessiva ou “expectativa apreensiva”. Cursa com nervosismo, tremores, sudorese, tensão muscular, irritabilidade e insônia. Entre os transtornos de ansiedade, está o transtorno do estresse pós-traumático, quando o paciente passa por uma situação forte de estresse.

Fonte: Médicos Mariana Herkenhoff, Valber Dias Pinto, Thiago Gusmão, Fernanda Mappa, Marcello Pirama, José Augusto Lemos, Clay Brites, Vicente Ramatis; e psicólogos Lilian Zolet, Milena Careta, Thiago Cysne, Juliane Lustoza, Emelini Sperandio; e a pedagoga Luciana Brites.

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Mudança na rotina para lidar com crises

Publicitária de 31 anos conta que teve crises de ansiedade, síndrome do pânico e depressão, e hoje faz tratamento. Foto: Fernando Ribeiro/AT

Ela tem transtorno de ansiedade diagnosticado há 10 anos, teve algumas crises, mas há três anos o problema se intensificou. Neste ano, a publicitária de 31 anos, que preferiu não se identificar, chegou a ter diversas crises de ansiedade, síndrome do pânico, depressão, e o psiquiatra teve de trocar sua medicação quatro vezes para normalizar o quadro.

Ela também busca ferramentas quando percebe que está muito ansiosa, como cuidar dos seus animais (um gato e um cachorro), cozinhar e malhar.

“Comecei a perceber minha ansiedade no final do meu curso na faculdade. Eu estava muito acelerada, comecei a ter sintomas como furúnculo, queda de cabelo, espinhas, coisas que não tive na adolescência. Cheguei a fazer minha monografia três vezes, pois não achava que estava bom. Então procurei um psicólogo e comecei a terapia.”

Em seguida, a publicitária procurou um psiquiatra. “Nada me controlava, então procurei um psiquiatra e tomo medicamento até hoje. Só neste ano troquei umas quatro vezes de medicação, pois as crises estavam muito agudas.”

Segundo ela, o problema surgiu junto com baixa autoestima e depressão. “Foi quando eu comecei a ter sintomas de depresssão, há cerca de três meses. Eu não rendia no trabalho, comecei a querer dormir muito, não conseguia segurar o xixi e tinha crises de pânico.”

Ela disse que as crises se agravaram pois tinha dois empregos, trabalhava muito e perdeu um deles.

“Eu fiquei ruim em 2014, mas segurei as pontas. Em 2015, comecei a fazer atividades físicas, como academia e jiu-jítsu para extravasar. Mas as atividades foram parando, a dieta também, a falta de autoestima alterou meu dia a dia. Eu queria dar conta de dois empregos, queria ganhar mais.”

A cobrança da família para que a publicitária se desse bem na profissão também a deixava mais ansiosa. “Tenho muita cobrança da minha mãe e a carreira demora para acontecer. Então fica aquela pressão, que eu também fazia em mim. Chegou um momento em que eu não conseguia levantar da cama, tudo doía, perdi a vaidade, engordei 15 kg em cinco meses.”

Além de cozinhar, praticar esportes e cuidar dos animais, ela afirma que amigos e familiares que apoiem o ansioso é indispensável.

“Minha mãe foi muito importante para eu me reerguer. Amigos que perguntam como estamos e nos ouvem no momento de desabafo nos ajudam bastante.”

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Uso de celular pode causar dores

Fábio Vicentini/at
André Felix, anestesiologista, com Patrícia Pimenta, que afirma sentir dores no pescoço e
no ombro devido ao uso excessivo de smartphone. Foto: Fábio Vicentini/AT

O uso excessivo de celular, além do risco de desencadear vício em internet, pode levar a dores no pescoço, ombro e de cabeça. O problema está sendo chamado de “text neck” (pescoço de texto).

O anestesiologista especialista em dor André Felix afirmou que isso ocorre porque os ombros e a cabeça se encurvam para a pessoa usar e olhar o celular.

“O problema pode até desencadear doenças graves, como a hérnia de disco, e se tornar uma dor crônica na cervical. O ideal é manter o celular na altura dos olhos, para não forçar a cabeça para baixo. Dar pausas a cada hora de acesso também é importante.”

A empresária Patricia Lorraine Pimenta, 33, já está com dores por conta do uso em excesso do smartphone. “Ele já faz parte de mim, é impossível deixar de usá-lo. Acesso o aparelho por conta do trabalho e também para verificar as minhas redes sociais. Com isso, há alguns meses, tenho sentido dores no pescoço e no ombro.”

O ortopedista Mauricio Marteleto ressaltou que ficar horas no celular, com movimentos repetitivos e sem intervalos, pode causar ainda inflamação dos punhos, a tendinite, que ficou conhecida como “whatsappite”.

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Cuidados devem iniciar na infância

Thiago Gusmão, neurologista infantil: “A criança tem de ter uma base adequada, com o fortalecimento
do vínculo familiar,
além de rotina com prioridade aos estudos”. Foto: Divulgação

Médicos e psicólogos alertam que, para prevenir doenças como ansiedade e depressão, é preciso ter equilíbrio emocional e resiliência

Para tentar prevenir as doenças da mente, como depressão, transtornos de ansiedade e síndrome do pânico, é preciso manter o equilíbrio emocional, saber controlar suas atitudes, além de ter resiliência – capacidade de se adaptar aos problemas da vida.

Médicos e psicólogos afirmam que os cuidados com a saúde mental devem começar na infância.

O neurologista infantil Thiago Gusmão explicou que a vida corrida da criança, pais estressados e ansiosos e brigas em casa podem causar ansiedade nos filhos.

“A criança tem de ter uma base adequada, com o fortalecimento do vínculo familiar, com carinho, amor, afeto, diálogo, além de uma rotina com prioridade aos estudos. Ela tem de aprender a receber o ‘não’, os pais devem dar limites para que ela seja um adulto saudável.”

O psicólogo da Unimed Vitória Thiago Cysne afirmou que a psicoterapia é uma importante ferramenta para a pessoa descobrir como lidar com seus problemas.

“Em relação aos pais, nunca se deve unificar o amor que sente pelo filho pela educação que deve ser dada. É importante elogiar quando a criança se esforça, mas corrigir o comportamento quando for errado: repreender, deixar de castigo, por exemplo, mas dizer por que e qual é o ato correto.”

O neuropediatra do Instituto NeuroSaber Clay Brites afirmou que é importante ainda buscar, sempre que possível, a escolarização da criança a partir dos 2 anos.

“A escola é um ambiente fundamental para a criança iniciar o desenvolvimento de habilidades sociais num espaço que simula, em ambiente seguro, nossa sociedade e permite observar seu comportamento por pessoas e professores com formação diferenciada.”

A psiquiatra do Medsênior Mariana Herkenhoff ressaltou que outras formas de prevenir os transtornos da mente são a prática de atividade física regular – pelo menos três vezes por semana – sob orientação.

“A alimentação regrada, boa qualidade de sono e prática de atividades prazerosas e de lazer em momentos de descanso também são importantes para ter equilíbrio. Deve-se ficar em alerta, caso se perceba o início de alguns sintomas, como ansiedade, para buscar um profissional qualificado.”

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Educação em casa

É importante educar os filhos de forma adequada, equilibrando afeto e carinho necessários para sua segurança emocional com limites e estímulo à autonomia da criança, respeitando sua capacidade de acordo com sua maturidade e idade.

Criança joga pela internet: orientação
é equilibrar o tempo com atividades que envolvam socialização fora de casa. Foto: Antonio Moreira/AT – 22/10/2015

Internet

Todos devem evitar vícios em jogos ou internet equilibrando, desde cedo, atividades que envolvem socialização fora de casa e do quarto; atividades físicas regulares; participação em grupos sociais, como igrejas; envolvimento com organizações que envolvem pais e filhos; contato com ONGs ou iniciativas comunitárias.

Os pais devem dar o exemplo, também tomando medidas para si mesmos de autocontrole, para evitar exageros no contato com essas tecnologias.

Bons hábitos

a prática de atividades físicas também é importante para um equilíbrio do organismo (pelo menos três vezes por semana – sob orientação médica), além de alimentação regrada, boa qualidade de sono, e prática de atividades prazerosas e de lazer em momentos de descanso, como ouvir música, ir à praia ou meditar.

Autoestima

Aprender a ter autoestima, não se subestimar nem superestimar é essencial para evitar criar objetivos irreais e ter ansiedades. Especialistas afirmam que é preciso “nos permitir andar no nosso ritmo”, poder parar em alguma situação sem cobranças, para não adoecer.

Atividade esportiva deve ser incentivada. Foto: J. Stycuk

Terapia

É importante para qualquer pessoa fazer análise e psicoterapia, a fim de buscar o autoconhecimento, ter maior consciência de si, de seus sentimentos, emoções, traumas, sofrimentos e desejos para ter maior saúde mental.

Inteligência emocional

Não há como prevenir e evitar que o sujeito vivencie traumas e situações estressantes durante sua vida. Porém, indivíduos com a saúde mental e emocional mais fragilizada estão mais propensos e vulneráveis.

Aprender a ter resiliência, ou seja, aprender com os problemas do dia a dia e superá-los, é indispensável para manter a mente saudável.

Fonte: Especialistas consultados.

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Uso saudável da tecnologia

A população está cada vez mais conectada virtualmente. Com isso, especialistas ressaltam a importância de saber lidar com a tecnologia para adquirir o que há de benéfico e saudável, evitando o uso em excesso.

A psicóloga do Hospital Metropolitano Emelini Sperandio frisou que o uso frequente da tecnologia leva a perdas, como a memória.

“Tendo o smartphone em mãos, não preciso treinar meu cérebro para decorar um telefone. Tem o seu lado positivo. Porém, não estamos sabendo lidar com essa tecnologia. É preciso ocupar-se com outras coisas que não estejam ligadas a ela. Criar uma rotina de até determinado horário ler e responder e-mails, e retomar antigos hábitos de sentar-se com alguém em ambientes naturais é válido.”

A psiquiatra infantil Fernanda Mappa ressaltou a importância de adiar o uso de aparelhos, como celular e tablet por crianças.

“A partir do momento que a criança começa a ter contato, são necessárias regras rígidas quanto ao controle de uso, tanto em tempo de exposição – não ultrapassar duas horas por dia; horário – não ser muito próximo da hora de dormir; e condições para usar – não usar à mesa, nas refeições, por exemplo. O controle do conteúdo acessado também deve ser feito.”

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Teste genético ajuda a corrigir medicação

Boabaid fala sobre teste analisa 18 genes. Foto: Divulgação

Um novo teste genético já está disponível no País para verificar quais os melhores medicamentos para cada paciente que sofre com doenças como depressão, ansiedade e transtorno bipolar.

O teste farmacogenético analisa 73 medicamentos que agem no sistema nervoso central, agilizando o tratamento.

O psiquiatra e diretor-presidente da GnTech, Guido Boabaid, frisou que o teste analisa 18 genes para trazer informações de como o organismo reage aos medicamentos.

“Setenta porcento das pessoas que tomam medicamentos antidepressivos e ansiolíticos, numa primeira tentativa, ou não terão eficácia desejada ou terão efeitos colaterais, o que acarretará a necessidade da troca do remédio. Em parte, a falta de eficácia se deve ao DNA – devido à presença de determinadas variantes genéticas, além de fatores ambientais e hormonais.”

Ele explicou que é possível fazer o teste por meio de uma amostra de saliva. “Enviamos o kit para o endereço do paciente ou do médico. O exame mais completo custa cerca de R$ 3,7 mil, mas há outras opções. O teste é muito importante para descobrir o medicamento ideal, a dose, saber a eficácia de cada um no organismo, além de descobrir possíveis efeitos colaterais com o futuro uso.”

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Reportagem de Kelly Kalle para o jornal A Tribuna do dia 23/07/2017

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