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Ex-ídolos do Botafogo mostram empolgação com temporada mágica do Glorioso

Jogadores do Botafogo comemoram a vitória por 3 a 0 sobre o Atlético/MG, que valeu vaga nas semifinais da Copa do Brasil e mantém o alvinegro vivo na ...

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Jogadores do Botafogo comemoram a vitória por 3 a 0 sobre o Atlético/MG, que valeu vaga nas semifinais da Copa do Brasil e mantém o alvinegro vivo na disputa. Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo.

Semifinalista da Copa do Brasil, em vantagem contra o Nacional/URU nas oitavas de final da Libertadores, sétimo colocado no Brasileirão. Contra as dificuldades financeiras e com um elenco bem mais modesto em comparação com equipes como Flamengo, Atlético/MG e Palmeiras, o Botafogo faz uma temporada mágica.

E já provou para aqueles que duvidam: o time pode ir além.

Sem estrelas, lutando contra as lesões e orquestrado pelo “mago” Jair Ventura, o Fogão alimenta os sonhos de sua torcida e também de ídolos que sabem do peso que é vestir a camisa do clube.

O mérito principal recai sobre a figura do treinador, que tirou a equipe do Z-4 para a sexta posição no Brasileirão de 2016, conquistando vaga na Libertadores. E continua surpreendendo em 2017.

“Ele (Jair Ventura) está jogando com as pedras que dão a ele, e ele não tem muitas pedras (risos). Está jogando e tirando o coelho da cartola”, brincou o ex-atacante Maurício, autor do gol que encerrou o jejum de 21 anos sem título na conquista do Carioca de 89: “Jair tem a competência e a benção de Deus na vida dele, porque quando ele tira um jogador, quem entra faz gol, joga bem.”

Um dos gigantes na história do clube, Gerson também atribui ao treinador do Fogão o sucesso vivido pelo clube. Para o ex-meia, campeão da Taça Brasil em 1968, Jair uniu o grupo em torno de um objetivo.

“O mérito é dele! Já pediu várias vezes jogadores, mas o Botafogo não tem como contratar, e por isso se vira com o que tem. A maneira de trabalhar, de se relacionar com os jogadores… com ele, quem está em melhor forma vai para campo”, destaca o Canhotinha de Ouro.

Na visão dos craques, o fruto dessa relação é o bom momento de nomes como Bruno Silva, Rodrigo Lindoso, Pimpão e Roger, até então jogadores sem destaque.

“Sem grife”, eles se tornaram pilares de uma equipe que tinha em Montillo e Camilo, que já não fazem parte do elenco, as grandes esperanças em campo.

“São jogadores que atuam no máximo das possibilidades. Com certeza não é uma coisa simples, depende muito da harmonia dos jogadores, do clube. Todo mundo está na mesma sintonia. Quem está jogando vem dando conta do recado, o time é muito aguerrido”, opinou o ex-zagueiro Mauro Galvão, bicampeão carioca pelo clube em 1989 e 90, e que assistiu no Nilton Santos à vitória por 3 a 0 sobre o Atlético/MG na última quarta-feira.

Se a torcida acredita, os craques também. “O Botafogo era zebra e mostra que tem capacidades e condições de chegar”, finaliza Maurício.

ídolo do Fogão, Jairzinho visitou o treino da equipe na quinta-feira (27) e se mostrou orgulhoso com a equipe comandada pelo filho Jair Ventura. Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo

Jairzinho

Ídolo do Botafogo, Jairzinho, o “Furacão da Copa de 70” tem motivos de sobra para valorizar o momento do Botafogo na temporada.

Para o pai do técnico Jair Ventura, estar na briga pelo G-6 do Brasileirão e vivo nas principais competições de mata-mata mostra que o time deixou para trás um passado de incertezas.

Em entrevista ao jornal A Tribuna, Jairzinho rasgou elogios ao trabalho do filho e aos jogadores do Botafogo.

A Tribuna – Com tudo o que o Botafogo fez até aqui, o que podemos esperar pela frente?

Jairzinho – Devemos valorizar o que o Botafogo tem feito. Não é esperar! O Botafogo chegar aonde está, depois de estar no fundo do buraco no ano passado, desacreditado, e hoje está avançando com passos largos e convencendo… O que pode se esperar do Botafogo é o crescimento que vem demonstrando a cada jogo.

Qual o grande trunfo?

O grupo adquiriu o que é muito importante no futebol, a confiança. É um grupo homogêneo, que busca seus objetivos, mesmo com suas carências técnicas, que o time tem, todos sabem bem. A expectativa é extremamente positiva para que o Botafogo possa alcançar seu principal objetivo, que é um título. O time está bem equilibrado e confiante no que poderá fazer daqui pra frente.

Qual o principal mérito do Jair Ventura?

O grande mérito é justamente saber armar a equipe dele, com variações de movimentos táticos dentro do jogo. E outro ponto forte que ele tem, que adquiriu antes de assumir, é que tinha a confiança de todos os outros treinadores de passar para o grupo o comportamento tático, físico e técnico dos adversários. Essa leitura que ele fazia antes, hoje está executando. É um profissional dedicado, estudioso, que está sendo reconhecido por seu trabalho.

Este ano termina em “7”, número místico no clube. Vem título por aí?

Estou torcendo para que aconteça (risos). Vamos com respeito e tranquilidade em busca de chegar o mais longe possível. Assim eu vejo o Botafogo caminhando.

Reportagem de Felipe Pacheco, publicada na edição desta sexta-feira (28) em A Tribuna

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