Policiais militares do Estado vão fazer exames “antidoping” para serem promovidos. A medida, que é inédita, foi adotada pela corporação após a adoção da nova lei de promoção de praças e oficiais da corporação, aprovada após a reformulação da instituição. Mais de 300 militares (aspirante a oficiais e oficiais) passarão pelos testes entre os dias 18 e 21 deste mês, de acordo com publicação do Boletim Geral da Polícia Miltar nesta sexta-feira.
Atualmente, os militares que ingressam no Curso de Formação de Soldados e no Curso de Formação de Oficiais têm de, obrigatoriamente, de passar pela verificação, como uma das últimas fases para aprovação na seleção. Agora, a cada momento que houver possibilidade de promoção, o antidoping será feito nos PMs que estiverem aptos a progredirem na carreira. A próxima janela de promoção na corporação acontece no próximo dia 25, Natal.
De acordo com o comandante-geral da Polícia Militar do Estado, coronel Nylton Rodrigues, o exame consegue detectar o uso de drogas ilícitas num período de até seis meses. “Polícias mais evoluídas já fazem isso”, destacou o comandante.
Para os exames que vão acontecer neste mês, os aspirantes a oficiais e oficiais (tenente-coronel, major, capitão e tenente) vão fornecer material orgânico, objetivando a realização do exame toxicológico/antidoping, do tipo “janela de larga detecção”.
Para a coleta, o militar deverá possuir 3,5 cm de cabelo no couro cabeludo. Não possuindo, deverá ter 1,5 cm de pelo nas axilas, peito, braços, pernas ou púbis.
O oficial que se recusar em ser submetido ao exame toxicológico/antidoping ou apresentar resultado positivo para uma ou mais substâncias entorpecentes ilícitas, será afastado das funções e submetido a Conselho de Justificação, que é o processo administrativo que pode culminar em demissão.
Nessa situação, de acordo com o comandante Nylton Rodrigues, o policial poderá ser reformado e receber ajuda no tratamento.
“A instituição considera que algumas doenças são incompatíveis para a atividade policial, como a doença da dependência química”.
Rafael Moura