
A gasolina e o gás de cozinha, itens essenciais no cotidiano das pessoas, estão em seus maiores patamares de preços da história no Brasil.
No fim do mês passado, o valor médio da gasolina, ao passar a barreira de R$ 4 por litro, alcançou o maior nível já registrado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), que acompanha os preços dos combustíveis há 14 anos.
O preço histórico da média nacional foi ultrapassado nos postos de Belo Horizonte (MG), ao bater os R$ 4,19. A justificativa é pela escassez do produto nos estabelecimentos, por conta de uma greve dos transportadores.
Se já está caro para abastecer, a tendência é de pesar ainda mais no bolso. Na terça-feira (12), a Petrobras anunciou novos reajustes para os combustíveis — que entraram em vigor nessa quarta (13) —, com aumentos de 1,1% no preço da gasolina nas refinarias e de 1% no do diesel.
De junho a novembro deste ano, o preço médio da gasolina disparou e subiu 19,5%, em um período em que a inflação medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foi de apenas 1,06%.
Desde julho, a Petrobras adota a política flutuante de preços, conforme o câmbio e o valor do petróleo no mercado internacional.
O preço do gás de cozinha também tem subido a valores nunca antes vistos. No Estado, uma botija já custa entre R$ 62 e R$ 70, conforme informações do Sindicato do Comércio Varejista de Gás Liquefeito de Petróleo (Sinregas-ES).
Grande Vitória
A reportagem de A Tribuna percorreu nessa quarta postos de combustíveis da Grande Vitória para observar se o novo reajuste já foi repassado aos consumidores.
Vitória apresentou a maior média: R$ 3,99 o litro da gasolina, bem acima dos R$ 3,89 da semana passada, segundo a ANP. Um posto da capital estava vendendo o combustível a impressionantes R$ 4,15.
Serra e Cariacica registraram médias de R$ 3,93 e Vila Velha tinha o litro da gasolina mais barato nessa quarta — média de R$ 3,90.
Em nota, o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado (Sindipostos-ES) disse que o custo sofre diversas influências ao longo da cadeia e que os postos são apenas repassadores. O sindicato também informou que não tem qualquer ingerência sobre o mercado, cabendo ao revendedor estabelecer o preço de venda.
A reportagem completa você lê na edição desta quinta-feira (14) do jornal A Tribuna.
Reportagem: Caio Miranda