
Com poucas adesões voluntárias ao seu plano de incentivo a demissões, a Samarco demitiu nessa segunda-feira (4) 150 empregados da Unidade de Ubu, em Anchieta (litoral Sul do Estado). A expectativa é que mais 100 empregados tenham o seu contrato rescindido nesta terça (5).
De acordo com o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Estado (Sindimetal-ES), Max Célio de Carvalho, “devido à baixa adesão de funcionários ao Plano de Demissões Voluntárias (PDV), a mineradora vai realizar as demissões até complementar as 250 desejadas”.
Os desligamentos fazem parte do Plano de Demissões Involuntárias (PDI) da empresa. A decisão foi tomada porque não há previsão quanto à data de retorno das operações da mineradora.
Questionada sobre as demissões, a Samarco confirmou a medida, mas não informou quantos funcionários serão desligados por meio do PDI e nem a quantidade de empregados que aderiram ao PDV, que teve as inscrições encerradas no último dia 30.
A mineradora garantiu que os trabalhadores demitidos por meio do PDI vão receber: 30% do salário para cada ano de trabalho, limitado a 2,5 salários; valor fixo equivalente a 1,5 salário, limitado a
R$ 4.100 (ou seja, até R$ 6.150).
Além disso, os empregados demitidos no PDI também terão direito à permanência no plano de saúde por três meses após a data de demissão, sem cobrança de coparticipação, considerando a rede credenciada e sem ter desconto das dívidas do plano de saúde na rescisão contratual.
Paralisação
A Samarco está com as operações paralisadas, tanto em Minas Gerais quanto no Espírito Santo, desde novembro de 2015, quando ocorreu o rompimento de barragem em Mariana (MG).
Nos últimos dois anos, a empresa concedeu férias coletivas, licença remunerada e dois períodos de layoff (suspensão do contrato de trabalho). O último layoff foi iniciado em junho e continua até março de 2018.
Ainda não há data de retorno das operações, que deverão voltar com 26% da capacidade anterior ao rompimento.
Reportagem: Thaíssa Dilly