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“Vou ter medo de andar sozinha”, diz menina de 13 anos sequestrada e estuprada

A estudante contou para a polícia que bandidos pararam carro ao lado dela e a obrigaram a entrar. Ela foi amordaçada e estuprada. Foto: Leone ...

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menina de 13 anos sequestrada e estuprada A estudante contou para a polícia que bandidos pararam carro ao lado dela e a obrigaram a entrar. Ela foi amordaçada e estuprada. Foto: Leone Iglesias

Um olhar tímido e com marcas pelo corpo, a estudante de 13 anos, vítima de um sequestro em Jardim Camburi, e levada para o Bairro de Fátima, onde e foi estuprada, diz que está com medo. “Vou ter medo de andar sozinha, pela minha idade e por ser mulher sou um alvo fácil”.

Mesmo assim tem planos para o futuro. “Quero ser perita criminal”, contou.

A Tribuna – Como tudo aconteceu?

Estudante – Iria para a praia, mas como meu namorado tinha um compromisso e minhas amigas também, resolvi dar uma volta antes de ir para casa. Estava andando e eles pararam o carro bem perto de mim. Era um Ford Ka vermelho. O carona desceu com uma navalha e falou: “Entra no carro”. Bem grosso. Entrei no banco de trás.

Eles falaram algo?

Exigiram meu celular e minha mochila que tinha roupas, fone de ouvido. Entreguei. Eles não falavam comigo. Eles conversavam entre si. Ouvi eles falando que tinham que abandonar o carro. Eles foram para os lados do Bairro de Fátima. Reconheci pela subidinha que tem de Jardim Camburi para lá. Ficamos meia hora rondando.

Pedia para eles te soltarem?

Pedia. Chegou uma hora que eles pararam numa casa abandonada. Era um lugar cheio de mato.

Amordaçaram minha boca com uma corda. O que estava no carona foi que me amarrou. Na hora que ele foi colocar a corda na minha boca, trocou a mão que estava com a navalha e acabou me cortando (mostrou dois cortes no braço).

Ele entrou na casa e me levou para um cômodo (silêncio) e fez o ato. Ele mandou eu baixar o short… Durou uns 10 minutos.

O outro tentou algo?

Ele também entrou na casa. Mas não ficou no mesmo cômodo.

O outro fez alguma coisa?

O que me livrou de algo pior foi estar sangrando. O que estava comigo viu que eu estava sangrando e mandou eu ir embora. Eles entraram no carro e fugiram.

E você?

Fui andando umas três ruas até chegar num centro comercial. Perguntei como fazia para voltar para o bairro e fui andando até a casa do meu namorado. Na volta achei a chave de casa que caiu no chão.

Quando cheguei ele (namorado) não estava. Só estava a avó dele. Esperei ele chegar e contei. Depois ele me levou em casa. Contei para o meu pai e viemos à delegacia.

Reparou algum detalhe?

O motorista tinha uma tatuagem do lado direito, parecia um nome. Lembro que as últimas letras eram “S” e “O”. Eles pareciam não ser experientes em roubos. Estavam com medo. Levaram o celular por levar.

Vai fazer retrato falado?

Não sei dizer se hoje (quinta-feira, 28), mas vamos fazer. Notei que o homem que estava com a navalha era mais alto que o motorista. E também parecia ser mais novo. Os dois estavam vestindo uma bermuda tipo de surfista, só que mais apertada. Eles eram carecas e usavam brincos na orelha.

A reportagem completa sobre esse caso você lê na edição desta sexta-feira (29) do jornal A Tribuna.

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