
Com um laudo em mãos, a vendedora Clemilda Aparecida de Jesus, 39 anos, chegou ao Departamento Médico Legal (DML), para prosseguir com a liberação dos restos mortais da filha, Thayná Andressa de Jesus, 12, nessa terça-feira (5).
Pela filha, ela fez uma promessa: “O Ademir (Ademir Lúcio Ferreira de Araújo, de 55 anos, acusado do crime) não vai colocar a mão em nenhuma outra criança, porque eu não vou deixar! Ele vai se arrepender para o resto da vida dele de ter entrado na minha vida”.
Clemilda estava ao lado de outra filha no DML. Ela pegou o documento diretamente com o delegado titular da Delegacia de Pessoas Desaparecidas, José Lopes, para liberar os restos mortais, um dia após receber dele a notícia que a ossada encontrada em Viana, no último dia 10, era de sua filha. “Agora eu tenho certeza que acabou”.
Ela disse que vai aguardar pena máxima para o acusado do crime. “Em máxima (a pena). Eu não aceito menos. Eu, a minha filha e toda essa sociedade que viu a Justiça colocando ele na rua no ano passado, para ele vir e cometer essa atrocidade com essas crianças. Nós não aceitamos que isso aconteça de novo”, contou.
Clemilda ainda contou que soube pelo delegado que Ademir recebeu indiciamento de prisão preventiva a respeito de outro estupro de vulnerável, cometido por Ademir contra uma menina de 11 anos, três dias antes, no mesmo bairro em que a filha da vendedora desapareceu, no município de Viana.
Ela disse não saber se tem condições de saber se a filha foi vítima de estupro, fato que ainda está sendo investigado.
“Não ter saído a causa específica (da morte), eu imagino que seja um carinho de Deus comigo”, desabafou.