
Uma estudante, de 18 anos, teve de lidar com a cena de encontrar a mãe, a auxiliar de serviços gerais Luciana Barbosa, 35 anos, morta a facadas dentro de casa.
A Polícia Civil vai investigar o caso e ainda não apontou uma linha de investigação, de acordo com o delegado Felipe Pimentel.
O crime aconteceu na rua Ataulfo Alves, no bairro Aribiri, em Vila Velha, possivelmente por volta da 1 hora desse domingo (10), mas a jovem só constatou a morte da mãe por volta das 17h30, com a ajuda de um vizinho, que é policial militar.
Segundo relato da jovem, ela e o filho de 2 anos haviam chegado em casa domingo pela manhã, pois tinham passado a noite fora.
“Sábado à noite, eu fui a um aniversário com meu filho e a madrinha dele. Avisei a minha mãe que dormiria lá”, explicou.
De acordo com a estudante, ao chegar em casa, por volta das 11 horas, e ver a porta do quarto da mãe fechada, não percebeu nada de estranho.
“Achei normal, porque nos dias em que ela estava de folga, ela tinha o hábito de levantar cedo, adiantar as coisas e depois deitava novamente para descansar”.
A jovem disse que pegou o filho, foi para o quarto e os dois dormiram até o final da tarde.
Ao levantar e se deparar com a porta do quarto da mãe ainda fechada, ela desconfiou que algo havia acontecido.

“Chutei a porta, bati, chamei por ela. Fui me desesperando, porque ela sempre abre a porta no segundo toque. Aí uma vizinha veio me perguntar o que estava acontecendo e me disse que, de madrugada, tinha ouvido minha mãe gritar por socorro”, falou.
A filha da vítima disse que ela e a vizinha pediram ajuda a um outro vizinho, que é policial militar. Ele, então, foi ao local e, após obter autorização do seu comandante, entrou no quarto de Luciana.
“Quando ele abriu a porta, vi minha mãe deitada no cantinho dela, morta, coberta. Foi horrível!”, relatou.
Luciana foi atingida por, pelo menos, cinco golpes no braço e no abdômen. O corpo foi recolhido por peritos da Polícia Civil.
A família acredita que Luciana foi vítima de feminicídio.
A reportagem completa você lê na edição desta segunda-feira (11) do jornal A Tribuna.
Reportagem: Katherine Paiva