O policial civil afastado Hilário Antônio Fiorot Frasson, 44, é suspeito de ter contratado serviços para rastrear o carro da mulher, a médica Milena Gottardi Tonini, 38, em maio de 2017. Hilário é um dos seis réus do assassinato de Milena e acusado de ser um dos mandantes do crime, juntamente com o pai dele, Esperidião Frasson, 71.

No pedido, a assistência da acusação “pede que seja oficiada a empresa para que informe se o acusado Hilário Antônio Fiorot Frasson contratou serviços de rastreamento de veículos”.
Imagens obtidas pela reportagem mostram que o aplicativo de rastreamento estava instalado no celular do acusado e que ainda houve conversas entre o policial e a empresa desde maio de 2017. Em algumas situações, o policial civil afastado demonstra dificuldades para conseguir realizar o rastreamento. A primeira dificuldade acontece em maio e, a segunda, em junho.

Após a descoberta da comprovação do rastreamento no processo pela assistência da acusação, que analisou as mídias presentes no celular de Hilário, a Justiça analisou o pedido do advogado da família Gottardi e oficiou a empresa de rastreamento veicular, estabelecendo 10 dias para uma resposta. Procurada, a defesa de Hilário diz não ter essa informação.
Nesta semana, ocorreram as primeiras audiências do julgamento do caso, com depoimentos de testemunhas arroladas pelo Ministério Público. Nos próximos dias 30 e 31, vão depor outras testemunhas, que foram intimidas após os pedidos das defesas de Hilário, Esperidião, bem como de Valcir da Silva Dias e Hermenegildo Palauro Filho

