Intimado para depor como testemunha de defesa do policial civil Hilário Antônio Fiorot Frasson, 44, em uma das audiências de instrução do caso Milena Gottardi, o padre José Pedro Luchi afirmou em uma rede social que foi surpreendido com a convocação.
As audiências do caso da médica assassinada em setembro do ano passado começam nesta terça-feira (16) e vão até o dia 31 deste mês.
Foi padre Luchi que celebrou o casamento dela com o acusado e sua intimação causou polêmica nas redes sociais.
O pároco da Igreja Nossa Senhora de Fátima, na Serra, publicou no perfil da comunidade no Facebook uma carta.
“Há alguns dias fui surpreendido por uma intimação judicial para comparecer como testemunha, requerida pela defesa do acusado, porém sem nenhum conhecimento prévio de minha parte. Fui surpreendido pela intimação”, escreveu ele.
No texto, Luchi agradece apoio dos fiéis e fala sobre sigilo.
“O Código de Direito Canônico da Igreja Católica prescreve o sigilo moral das orientações e o sigilo sacramental da confissão. A Justiça brasileira segue esses preceitos. Aquilo que se ouve no exercício do ministério da orientação ou confissão é revestido de sigilo pelas mais altas razões. Os sentimentos de dor e injustiça que se seguem a uma morte violenta ainda recente são feridas na comunidade”, frisou.
As irmãs do padre também se manifestaram. “Gostaríamos de deixar bem claro que o Pe. Pedro será escutado pelo juiz contra sua vontade, e que, inclusive, encontra-se em grande estado de tristeza”, afirmaram.
