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“Deus me usou”, diz policial que salvou vida de bebê

“Emoção, sentimento de dever cumprido e felicidade”, foi como o policial do Núcleo de Operações e Transporte Aéreo da Polícia Militar do Espírito ...

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O policial Diego Cassoto com Ana Clara. Foto: Foto: Leone Iglesias/AT“Emoção, sentimento de dever cumprido e felicidade”, foi como o policial do Núcleo de Operações e Transporte Aéreo da Polícia Militar do Espírito Santo (Notaer), Diego Cassoto, definiu o que sentiu no encontro com a família da pequena Ana Clara Monteiro Assis, de 8 meses, na manhã de ontem, no quartel da Polícia Militar, em Maruípe, em Vitória.

Na última terça-feira, em um ato heroico e rápido, o policial atendeu ao pedido desesperado de ajuda da mãe Juliana Monteiro, e salvou a criança que estava sem respirar já por cinco minutos, em Jacaraípe, na Serra.

“Eu estava ansioso para encontrá-la, e também a família. Não me sinto um herói, sinto que cumpri  com meu dever e graças a Deus deu tudo certo. Fui usado como um instrumento Dele. Ela é uma
criança linda e risonha”, disse.

Cassoto contou que pretende acompanhar o crescimento da criança, que mora próximo à sua casa e que a vida da menina é um verdadeiro milagre.

“Quero acompanhar o desenvolvimento dela. Tendo em vista o tempo em que ela ficou em parada
respiratória, ela é um verdadeiro milagre de Deus. Ela está bem sem qualquer sequela”, contou.

Foto: Leone Iglesias/ATA mãe, a chefe de cozinha, Juliana Monteiro, 29, contou que ela, o marido, Elizeu de Assis, e a filha
Maria Vitória, de 7 anos, estão mais calmos e extremamente gratos pela ação do soldado e explicou
que a parada respiratória que Ana Clara teve foi por conta de uma convulsão, proveniente de uma febre muito alta.

“Eu vi que ela não estava respirando e tentei reanimá-la, mas não consegui e comecei a gritar desesperada”, disse. 

Acrescentou que quase não tinha mais esperança da filha estar viva, quando o soldado Cassoto
começou a prestar socorro. “Quando ele a pegou, ela já estava roxa e pensei: Meu Deus! Perdi
minha filha. Ele foi um anjo que Deus colocou naquele momento para nos ajudar”, contou.

Sobre o reencontro, ela disse que foi um momento especial e marcante e que só tem a agradecer.
“Meu sentimento é de gratidão, se ele não tivesse feito o que fez, minha filha não estaria viva. Ele
será convidado de honra no aniversário dela de 1 ano”, disse emocionada.

Pais podem aprender técnicas

A primeira tentativa que o soldado Diego Cassoto recorreu para salvar a vida da pequena Ana Clara é conhecida como manobra de Heimlich.

Segundo ele, o uso da técnica é recorrente para saber se há alguma obstrução sólida que está impedindo a criança de respirar.

“Coloca-se a criança de barriga para baixo em uma angulação de 30 a 40 graus e faz uma massagem para expelir o que estiver obstruindo, mas só funciona se for por algo sólido”, explicou.

Como não obteve êxito, Cassoto recorreu para a extração de mandíbula que é feita com a ponta dos dedos. Ele enfatizou que com treino, essas manobras são facilmente aprendidas e que  principalmente os pais podem treinar os procedimentos em casa.

“Nós no Brasil não temos a cultura de treinar técnicas de primeiros socorros em casa. Existem inúmeros procedimentos que podem ser feitos. É importante que os pais sejam proativos, em buscar conhecer as manobras para que aconteça, tenha tranquilidade em fazer.

Às vezes a morte de um bebê ou de um adulto pode ser evitado”. O soldado acrescentou que com
a repercussão do caso, muitos pais o procuraram para relatar que tiveram experiências parecidas e
por conta disso é de extrema importância que as pessoas tenham mais informação sobre o assunto.
 

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