
Na ocasião da tentativa de roubo, o grupo criminoso entrou no Aeroporto através do trecho em obras na Avenida Adalberto Simão Nader em uma caminhonete pintada de amarelo com adesivos da INFRAERO, mas foi percebida por uma equipe de segurança interna que, de imediato, alertou as demais e iniciou a perseguição. Na fuga, os criminosos abandonaram o veículo onde foi encontrado um carregador de fuzil calibre 7,62 com munições, demonstrando que eles estavam fortemente armados.
Logo nas primeiras diligências, foi apurado que um funcionário da empresa responsável pelo carro forte havia sido sequestrado na noite anterior, juntamente com sua esposa e filha menor de idade, lhe sendo determinado pelos sequestradores que facilitasse a ação da quadrilha no momento do transporte do dinheiro.
Após a tomada dos depoimentos das vítimas do sequestro e das perícias efetuadas no veículo abandonado e no cativeiro, foram realizadas diversas diligências que comprovaram que André Órfão dos Santos liderou a ação criminosa.
André foi indiciado pelos crimes de extorsão mediante sequestro, dano qualificado, atentado contra a segurança de transporte aéreo, associação criminosa armada, uso indevido de logotipos da Administração Pública, porte ilegal de arma de fogo de calibre restrito e tentativa de roubo qualificado. As penas máximas, somadas, totalizam 54 anos de reclusão.

Outro integrante da quadrilha e braço direito de André ainda falta ser identificado. A única informação sobre ele é um retrato falado confeccionado com a ajuda das vítimas.
De acordo com a polícia, André é um dos principais membros da facção criminosa Terceiro Comando Puro do Rio de Janeiro. Ele foi preso pela primeira vez em 2003 em Pernambuco, por tentativa de roubo a carro forte.
Atualmente, o criminoso encontra-se preso na Penitenciária Lemos de Brito no complexo de Bangu, no Estado do Rio de Janeiro, respondendo também por outros crimes de roubo a banco em que, em um deles, se passou por delegado e seus comparsas vestiam uniforme de polícia.
